Dados da Secretaria de Saúde de Suzano apontam 1.231 nascimentos no período entre 1º de março a 25 de junho de 2021. O número é 35,13% maior que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 911 nascimentos.
Em relação aos procedimentos, a pasta explica que quando uma mulher procura uma unidade de saúde por conta da ausência de menstruação, por 15 dias ou mais, é realizado o teste de gravidez. Caso o resultado seja positivo, a gestante realiza o teste rápido de HIV, Sífilis e Hepatite C e também são solicitados exames laboratoriais e disponibilizada uma receita de suplementação de ferro.
De acordo com a pasta, uma consulta de pré-natal é agendada. Através dela, um enfermeiro realiza uma entrevista (anamnese), colhe o histórico, faz exame físico, pede mais exames e analisa o risco da gestação. A partir de então, a paciente realiza uma nova consulta a cada mês, com médico ou enfermeiro; com 35 a 38 semanas (quinzenalmente). Acima de 38 semanas, o processo ocorre semanalmente.
Também são realizados exames de imagem, como ultrassom obstétrico, ultrassom obstétrico com doppler e morfológico, sendo que os dois últimos são feitos “se houver indicação, de acordo com o protocolo da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde”. O órgão encerra explicando que caso algum risco seja percebido, “por alguma condição preexistente ou adquirida”, a gestante é encaminhada para o pré-natal de alto risco.
Bem no início da pandemia, Joselaine Gabriele ficou sabendo de sua gravidez. A notícia normalmente seria comemorada e recebida com muita alegria. No entanto, não foi o que aconteceu. Ela descobriu a gravidez no mesmo dia em que foi diagnosticada com Covid-19 e, neste momento, era a quinta semana de gestação.
Joselaine sofre com dores crônicas e não percebeu os sintomas iniciais da doença. Quando ela chegou no hospital, ela foi informada que os pulmões estavam 80% comprometidos. “Tive que ficar isolada. Não tive contato com ninguém da minha família. Não deu para curtir a maternidade. Foi um momento bastante difícil”, disse.
A frase de uma médica ficou marcada para Joselaine. Ela precisou ficar entubada por 5 dias e quase perdeu o bebê por conta das sequelas da doença, chegando a apresentar uma febre alta em 4 deles. “Ela disse que tentaria salvar minha vida, mas não garantiria que conseguiria salvar o bebê. Foi bastante forte”, relatou.
Sua saúde começou a melhorar a partir do quinto dia. No entanto, a situação na qual ela viveu ainda fica na memória. Mesmo diante de tantas adversidades, Laura Gabrielle, sua filha, nasceu de forma saudável. “Estou bem. Ainda sofro com o cansaço e o psicológico ficou bastante abalado. Ainda é uma fase difícil. Ela é uma bebê bastante saudável”.
A fé foi sua melhor aliada neste período. “Foi o que me manteve em pé. Mesmo diante de tudo isso, tinha fé de que tudo iria melhorar”, finalizou. Em todo o País, foram registrados em cartórios 207.901 bebês no Brasil em janeiro de 2021. É uma queda de 15% sobre o número registrado do mesmo mês de 2020.