Levantamento do Projeto Antipichação aponta que o número de pichações em Suzano entre janeiro e junho deste ano caiu 44,77% em comparação ao mesmo período de 2020. Ao todo, foram registradas 433 pichações nos primeiros seis meses de 2021. Por outro lado, foram contabilizadas 784 no ano anterior. Além disso, o 9º relatório da iniciativa mostra que existem 44 gangues atuantes na cidade.
A pesquisa do Projeto Antipichação, realizada desde 1996, é feita dentro do quadrilátero central, especificamente na Avenida Governador Mário Covas Júnior, Rua Prudente de Moraes, Avenida Armando de Salles de Oliveira, Rua Regina Cabalau Mendonça, com extensão à Rua Baruel.
Com maior registro de pichações neste ano está janeiro, com 90 casos.
Em comparação com o mesmo período de 2020, o número é 43,04% menor, já que na época foram computados 158. O número cai mês a mês.
Em fevereiro deste ano foram computados 87, ou seja, 43,87% a menos se comparado com o segundo mês do ano anterior, quando houve 155 casos.
Em março de 2021 foram registradas 73 pichações. No mesmo período de 2020 foram computados 70 casos a menos, ou seja, 133. Já em abril deste ano foram realizadas 69 pichações, maio (61) e junho (53).
Além desses dados, o relatório traz o total de pichações em 2018, 2019 e nos últimos 18 meses na cidade. Nos últimos 18 meses foram registrados 1.745. Já em 2019 foram 1.949. Por outro lado, em 2018, foram contabilizados 2.377.
Gangues atuantes
De acordo com o novo levantamento, o número de gangues nos primeiros seis meses deste ano soma 44. Em 2020, o ano terminou com 66 gangues. Com 16 a mais, 2019 fechou o ano com 82 gangues. E em 2018 havia 103 gangues.
Detetive
Em comparação há anos anteriores, o número de pichações, bem como a quantidade de gangues caiu consideravelmente. Isso é decorrente do monitoramento e dos flagrantes efetuados.
Estudo aponta local de ação de pichadores
O Projeto Antipichação aponta o local, dia e horário de encontro dos pichadores de Suzano. O novo relatório também mostra a faixa etária dos suspeitos. Além disso, esclarece que a fiscalização e atuação da Central de Segurança Integrada (CSI) e da Guarda Civil Municipal (GCM) colaborou com 27 capturas desde 2014. De acordo com o 9º relatório da iniciativa, desenvolvida desde 1996, por um ex-detetive particular de Suzano, os encontros de pichadores ocorrem na Praça João Pessoa, às terças-feiras, entre 20 e 23 horas.
Em relação à faixa etária dos pichadores, o levantamento mostra que, atualmente, 93% dos suspeitos são maiores de 18 anos. Destes, apenas 4% são mulheres. Segundo o relatório, na década de 90 a maioria dos pichadores eram menores de idade. No entanto, o documento afirma que “a falta de penalidade severas, desencadeou o interesse dos maiores de idade em cometerem as pichações e grafites clandestinos”, informa.
Fiscalização
O levantamento atualizado pelo Projeto Antipichação diz que a fiscalização de pichação na cidade aumentou. Isso porque desde 2014, quando a patrulha da GCM foi criada, além do monitoramento da CSI, instalado recentemente, ficou mais fácil identificar a prática do crime.
Lei
Além da pichação se caracterizar como crime ambiental, Suzano possui a Lei Municipal 5.092/17 que pune, com multas, os pichadores que forem pegos em flagrante. Da mesma forma que as pichações, os grafites também não são autorizados.