O período sem chuvas está fazendo com que a qualidade do ar nas cidades do Alto Tietê se mantenha como moderada.
De acordo com a gerente da divisão de Qualidade do Ar da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Maria Lúcia Guardani, a falta de chuvas faz com que as partículas danosas à respiração fiquem na atmosfera por mais tempo, fazendo com que a situação não seja tão boa.
"Nesta época do inverno, o ar fica carregado de partículas finas, que vêm de queimadas, veículos que transitam nas ruas e outros. Elas são prejudiciais especialmente para pessoas com problemas respiratórios, então essas acabam sentindo bastante", explica.
Segundo a especialista, a chuva tem papel fundamental de "lavar a atmosfera", e sem ela, o impacto também é direcionado na umidade relativa do ar, deixando a sensação de tempo seco.
Apesar do cenário atual, a situação ainda está distante de alcançar os índices de setembro do ano passado, quando o monitoramento da qualidade do ar feito pela Cetesb indicou situação preocupante. Entretanto, com a falta de chuva, a gerente da divisão de Qualidade do Ar teme que o cenário se repita.
"O mês de setembro do ano passado foi um dos piores meses em termos de falta de chuva. Isso prejudicou demais a qualidade do ar. Agora, estamos em um momento que faz muitos dias que não chove e as previsões meteorológicas não estão informando perspectivas de chuvas", disse.
Para melhorar o cenário, a expectativa é que as chuvas voltem com maior potencial do mês de setembro em diante. Até lá, Maria Lúcia Guardani traz recomendações importantes para a população, como: evitar o uso do carro e não realizar queimadas, fatores predominantes para a piora do ar.