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Cidades

Samu de Suzano registra 281 trotes entre janeiro e junho de 2021

Órgão recebe, pelo menos, de um a dois trotes por dia. No último mês, foram registradas 37 ligações ‘falsas’

17 julho 2021 - 08h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Em seis meses, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Suzano registrou 281 trotes entre janeiro e junho de 2021. O órgão recebe, pelo menos, de um a dois trotes por dia. Em junho, foram registrados 37 trotes.
 
O mês com maior número foi janeiro, quando foram registrados 58 trotes. Março com 51; abril com 50; e maio com 49 aparecem na sequência. A lista é finalizada com o mês de fevereiro, com 36 trotes.
 
Mesmo com a diminuição no número de trotes, a coordenadora do Samu de Suzano, Giselda Rodrigues da Cruz, reforça o pedido de não utilizarem o número do serviço para passar trotes. 
 
O ato pode atrapalhar o serviço do órgão no atendimento de casos urgentes. “Desde o início da pandemia, os trotes diminuíram. De qualquer forma, seguimos orientando a não utilizarem o serviço 192 para esse fim, até porque o número é imprescindível para colher casos de urgência”, orientou.
 
Corpo de Bombeiros
 
Quem também costuma sofrer bastante com a prática é o Corpo de Bombeiros. De acordo com o tenente Marcos Vinícius Carbonel, os trotes diminuíram nos últimos. 
 
Com o avanço da tecnologia, é possível saber quem está ligando ao órgão. 
 
“Antes sofríamos muitos utilizavam orelhão e era impossível saber quem passou o trote. Não tinha um controle para saber quem está ligando como é hoje. Assim que você liga, o número fica registrado. Ainda acontece, mas é muito pouco”, disse o tenente.
 
Durante a ligação é feito uma triagem onde é pedido informações como nome, endereço e o problema que está ocorrendo. Coletada as informações, o comando verifica a veracidade dos fatos e solicita o envio de viaturas ao local. Segundo Carbonel, um trote pode trazer prejuízos sérios aos bombeiros. “Nos descolamos com 3 ou 4 viaturas, dependendo do caso. Normalmente, andamos em alta velocidade e há o risco de acidentes”, explica.
 
Porém, o principal prejuízo é o risco de deixar de atender um caso real, se deslocando em outro ponto onde não existe ocorrência. “É um dos piores acontecimentos. Às vezes pode acontecer outro caso alguém esteja precisando de ajuda. Com isso, pode trazer risco à vítima, dependendo do caso”, alertou.
 
O trote é considerado crime, portanto, o responsável pelo ato será preso caso seja descoberto. 

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