O número de estupros registrados entre janeiro e maio deste ano no Alto Tietê aumentou 44,23% em comparação ao mesmo período de 2020. Nos primeiros cinco meses de 2021, foram registrados 225 casos. Já no ano anterior foram 156 casos. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo.
O levantamento da SSP aponta que dos 225 estupros computados neste ano, 189 foram estupro de vulnerável – contra menor, adolescente ou pessoa vulnerável, como deficiente - e 84 foram de estupro outros.
A cidade que lidera o ranking com maior número de casos registrados é Mogi das Cruzes. Ao todo, foram 56 estupros contabilizados nas delegacias do município. Deste total, 50 são estupro de vulnerável e seis são de estupro.
Com um caso a menos, Itaquaquecetuba vem na sequência. Dos 55 estupros, 45 são estupro de vulnerável e 10, quatro a mais que Mogi, de estupro.
Suzano, na terceira colocação, contabiliza até maio deste ano 40 casos. Destes, 35 são estupro de vulnerável e cinco de estupro.
A delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano, Silmara Marcelino, acredita que o número de estupros em Suzano é inferior à realidade. Além disso, ela orienta para que todas as vítimas denunciem o crime. “Muitas vítimas ainda têm dificuldade de fazer registro, principalmente crianças e adolescente, que demoram para contar para algum responsável. É importante ensiná-los a se defenderem e terem coragem de denunciar”, frisa a delegada.
Ferraz de Vasconcelos e Arujá registraram 22 e 18 casos, respectivamente. Em Ferraz, 15 foram de estupro de vulnerável e sete de estupro. Já em Arujá foram 16 de estupro de vulnerável e dois de estupro.
Outras cinco cidades da região registraram menos de 16 casos. Poá vem com 16 casos, Guararema (7), Biritiba Mirim (5), Santa Isabel (4), além de Salesópolis, com apenas dois casos.