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Cidades

Prefeituras descartam projeto para utilização de flanelinhas na Zona Azul

Executivos ressaltam que a Zona Azul é operada por uma empresa privada, terceirizada mediante concessão

18 julho 2021 - 09h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Prefeituras do Alto Tietê descartam projeto que “insere” flanelinhas na Zona Azul. A ideia é elogiada pelas prefeituras, no entanto, as administrações municipais ressaltam que a Zona Azul é administrada por empresas privadas. Medida será adotada em Guarulhos.
 
A empresa responsável pela Zona Azul em Guarulhos abriu 50 vagas de emprego formal com carteira assinada. A iniciativa abriu novas perspectivas para pessoas desempregadas e pode incluir os “flanelinhas”, que possuem muita experiência em relação à movimentação de veículos na cidade. A Prefeitura de Suzano informou que não existe nenhum projeto ou regulamentação semelhante em andamento na cidade. No entanto, o órgão destaca que também não existe algo que impeça a adoção da medida.
 
No entanto, a Prefeitura ressalta que a Zona Azul é operada por uma empresa privada, terceirizada mediante concessão. De acordo com a Prefeitura, 28 monitores trabalham na comercialização dos tíquetes nas vias regulamentadas. O mesmo ocorre em Ferraz de Vasconcelos, onde a Prefeitura informou que não intervém na contratação da equipe atuante no serviço, bem como em Guararema.
 
De acordo com a Prefeitura de Mogi, o sistema de operação da Zona Azul, que existe desde 2018 no município, é totalmente estruturado pela empresa responsável pela operação. No entanto, o órgão destaca que “boas ideias operacionalizadas em outros municípios podem ser analisadas, visando a melhoria de Mogi das Cruzes”. É o mesmo posicionamento de Arujá, que elogiou a iniciativa e deve estudar a medida para uma eventual implantação.
 
Itaquaquecetuba utiliza o sistema Zona Azul há dois anos e informou que não existe “uma previsão de implantação com a utilização do número de flanelinhas”. Caso haja uma oportunidade de renovação, a Prefeitura enxerga a medida como uma boa oportunidade. Na opinião de Carlos Venâncio, a medida é boa, mas ele não acredita que ela será implantada na região. Ele trabalha como guardador de veículos há mais de 25 anos. “Isso tudo, depois de um tempo, vira balela. Principalmente para nós que atuamos na rua. É um projeto muito bom, mas é difícil ser implantado e tem que haver a verdade”, disse. Para João Farias, a implementação da iniciativa seria um complemento na renda. 

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