Mesmo diante dos prejuízos gerados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em diversos setores, a busca por imóveis em Suzano segue alta e aquece o setor imobiliário. De acordo com corretores que atuam na cidade, as negociações de casas e apartamentos foram as mais recorrentes nos sete primeiros meses do ano, fazendo com que os trabalhos não diminuíssem.
Para manter as atividades mesmo diante do período de restrições, muitos corretores de imóveis passaram a intensificar as atividades através das redes sociais. É o caso de Everton Andrade. Atuando na área há 12 anos, o corretor precisou se reinventar para manter os resultados.
“O setor imobiliário não parou em nenhum momento. Na verdade, as buscas por imóveis em Suzano aumentaram, consequentemente os trabalhos também. O trabalho na internet tem sido importante para manter o ritmo”, explica.
Segundo ele, o aumento nas buscas se deve a um conjunto de fatores, mas principalmente pela manutenção das taxas bancárias, que normalmente assustam os novos negociadores.
Nos sete primeiros meses do ano, as buscas por casas e apartamentos em bairros como Vila Urupês e Jardim Casa Branca foram destaque. “Suzano é uma cidade muito querida pelas pessoas que moram na zona leste. Então tem muita procura de pessoas de Ferraz, São Miguel, Poá, e outras cidades do entorno”, conta.
A avaliação é parecida no escritório em que o corretor Marcelo Camargo é responsável. A busca em crescimento se deve, segundo ele, à diminuição das taxas de juros, que são benefícios diretos aos negociadores.
“Temos uma grata surpresa nesse período. As vendas tiveram sim um aumento, principalmente no segmento de primeiro imóvel e lançamentos”, relata o corretor.
De acordo com as demandas que recebe, além dos bairros onde a procura tradicionalmente é alta, as buscas por imóveis no Jardim Europa e no Dona Benta têm aumentado devido ao crescimento do comércio.
Apesar das vantagens, o corretor tem dúvidas se nos próximos meses a situação permanecerá positiva. “Os próximos meses são ainda uma interrogação. Os preços que englobam a construção civil vêm subindo gradativamente, o que pode impactar nos preços dentro dos próximos meses. Em contrapartida, o mercado sempre aquece após crises como essa”, completa.
Avaliando o ritmo de vacinação e uma possível mudança nos dados para o setor, a corretora Elizabeth Freitas estima que os próximos meses sejam de negociações estáveis, já que muitas empresas voltarão a atender de forma presencial. “É uma mudança que ainda é difícil prever, mas é fato que as empresas que optaram pelo home office voltarão ao presencial. A partir disso, é possível que algumas procurem espaços mais adequados para atender, o que pode movimentar as buscas”, completa.