Mesmo com a vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19) alcançando cada vez mais pessoas, a possibilidade da obrigatoriedade da vacina ainda é discutida por algumas cidades, inclusive na região do Alto Tietê. Em pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a maioria das cidades defendem medida pela obrigatoriedade do imunizante.
Na consulta que envolveu 2.705 cidades, 87,7% das prefeituras concordam com a vacinação obrigatória para a Covid-19, ou seja, 2.373. Entre as prefeituras ouvidas, 256 municípios (9,5%) foram contrários à medida e outros 76 (2,8%), não responderam.
Entre as cidades da região, Poá é uma das que votou a favor da medida. De acordo com o Executivo poaense, caso seja juridicamente possível tornar a vacina obrigatória, o procedimento necessário será feito pela Prefeitura. Entretanto, o Executivo afirma que a adesão à campanha na cidade está satisfatória.
Cenário parecido em Suzano, onde a Secretaria de Saúde avalia que a aceitação das vacinas contra o novo corona vírus (Covid-19) está sendo positiva pelo público abrangido até o momento.
Diante do êxito, a pasta informou que não estuda possibilidade de imposição da obrigatoriedade do imunizante. Contudo, seguirá orientando a população a respeito da desconfiança da vacina, destacando que a recomendação é seguir as orientações e informações do Ministério da Saúde e do governo do Estado, que garantem a eficácia delas e estimulam a imunização da população.
Na cidade de Mogi das Cruzes, onde o maior número de doses foram aplicados entre as cidades da região, a Prefeitura concorda com a obrigatoriedade da vacina.
Segundo o Executivo, "desde que de forma indireta, como ocorre com a vacina da febre amarela, por se tratar de uma pandemia que vem impactando a vida de todos".
No município, a aceitação à vacina também tem sido positiva, tanto que Mogi já imunizou, com primeira dose ou dose única, cerca de 70% da população adulta.
Já em Itaquaquecetuba, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) informou que segue o que é preconizado nos protocolos do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde. Já que, até o momento não é obrigatório, o NVE atua na conscientização sobre a importância da vacinação. Caso houver uma nova diretriz impondo a obrigatoriedade, o município seguirá a determinação.
Em Ferraz de Vasconcelos, o Executivo informou que sabe da importância da vacinação em massa para a imunização de toda a população. Contudo, para que a obrigatoriedade ocorra, é necessária uma regulamentação legal para adoção dessa prática.
Da mesma forma, a Prefeitura de Santa Isabel também está de acordo com a obrigatoriedade da vacina. Segundo o Executivo, em conjunto com as normas adotadas de distanciamento, uso de máscaras e cuidados nas lavagens, a obrigatoriedade é a única forma eficaz para conter o avanço da doença.
Até o fechamento desta reportagem, as prefeituras de Salesópolis, Biritiba Mirim, Guararema e Arujá não retornaram à solicitação feita pelo DS.