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Cidades

Pó de minério traz dor de cabeça para moradores do Jardim Luella

Além das sujeiras, moradores reclamam do barulho e temem pela saúde. População pede providências

11 agosto 2021 - 23h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Barulho, sujeiras nas residências e até problemas de saúde. São prejuízos que os moradores do Jardim Luella, em Suzano, têm relatado sofrer nos últimos anos. Segundo a população, uma empresa localizada na Estrada do Areião, deposita minério em uma área atrás das casas. A empresa fica ao lado de uma linha férrea da MRS Logística. Para os moradores, não há dúvidas de que os problemas são causados pelo minério.
 
O prejuízo é maior para quem vive na Rua Maria José de Almeida, como é o caso da aposentada Rosa Rodrigues. “O problema é constante e cada vez pior. Não temos um órgão para nos defender. Ninguém toma atitude”, disse.
 
Ela vive com seu marido, que sofre de rinite alérgica. Ao realizar a limpeza de sua residência ela encontra minério nos móveis. “Meu marido tem rinite e até quem não tem este problema passa ter. Limpo a casa e encontro minério nos móveis. Nós sofremos muito”, conta.
 
Mesmo problema vivido pela cabeleireira Adriana Rodrigues. Ela chega a limpar a casa de 3 a 4 vezes por dia. A saúde também tem trazido preocupação. “Não tem um dia que fique tranquilo. Todos os dias passo pano três ou quatro panos por dia e sai aquele pó vermelho dos móveis. Meu nariz fica seco e a minha respiração já não é a mesma”, relata.
 
Além da sujeira e a preocupação com a saúde, a aposentada Celma de Almeida também reclama do barulho. Apenas os trilhos separam sua casa da área onde o minério está depositado. “Essa poeira vermelha está acabando com todo mundo. Respiramos isso. Além disso, fica fazendo barulho a noite toda”.
 
Alberoni de Oliveira Pinto conta que os moradores passam pela situação há 3 anos. “É pó que entra no nosso quintal. Isso está fazendo mal para nossa saúde. Tem crianças ficando com rinite. Tudo por causa dali”, afirmou.
 
Já Gonçalo Carmelino diz não aguentar mais passar pela situação. “Este pó está sendo cruel conosco. Estou ficando com problema no pulmão por causa dessa poeira”, finalizou.
 
O DS entrou em contato com a empresa responsável pela área onde está depositado o minério e aguarda seu posicionamento. 

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