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Cidades

Sindicato teme demissões em massa de funcionários dos Correios

Alto Tietê conta com, pelo menos, 500 funcionários. Sindicato é contra privatização da empresa

14 agosto 2021 - 23h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos (Sintect) teme demissões em massa de funcionários dos Correios. O Alto Tietê conta com, pelo menos, 500 funcionários, divididos em 19 agências. A entidade é contra a privatização.
 
De acordo com o presidente do sindicato, Milton de Jesus Miguel, este é o principal motivo pelo qual a entidade é contra a decisão. “Somos contra por vários motivos. Principalmente pela demissão em massa. Os fechamentos de agências em todo o Brasil fazem parte de uma política de corte de custos”, disse Milton.
 
Segundo o presidente, duas agências do Alto Tietê foram fechadas: uma em Jundiapeba e outra em Braz Cubas, ambas em Mogi das Cruzes. “Fecharam por causa dessa política e pelo fato de a empresa achar que estas agências não trazem lucros”, afirma.
 
A entidade realiza diversas manifestações pelas redes sociais e no jornal do próprio sindicato. Além disso, também realiza atos na frente das agências. O último protesto ocorreu na quinta-feira (8), dia da votação da PL 591. Segundo Miguel, o Sintect-SP juntamente com a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadores dos Correios (Findect) entraram com uma ação judicial no Superior Tribunal de Justiça (STF) alegando que ato é inconstitucional. “Continuaremos nos manifestando contra a privatização. Não vamos parar. Ingressamos com ação judicial no STF (Superior Tribunal Federal) por inconstitucionalidade. Os Correios é uma empresa protegida pela constituição”, finalizou.
 
Opinião
 
O DS foi às ruas ouvir a opinião da população sobre o tema. O caminhoneiro Robson Reis Lima não tem acompanhado notícias sobre o assunto, mas entende que o caminho não é a privatização. “Precisa melhorar o atendimento, mas não é por esse caminho. A privatização não vai melhorar em nada. Precisamos dos Correios e discordo da privatização”, opinou.
 
O eletricista Raphael Castylho tem acompanhando os desdobramentos sobre o assunto. Ele também discorda da privatização. Na sua visão, a medida prejudicará os trabalhadores. “Existem pessoas que dependem desse emprego, uma vez que a estabilidade após a privatização é de 18 meses”. Castylho é favorável ao fim do “monopólio dos Correios”. “Por que permite a melhora nos serviços, mas segundo o texto a empresa que adquirir a estatal terá 5 anos de exclusividade”.
 
A jovem Ana Carolina, de 20 anos, foi enfática sobre o assunto. “Privatizar não trará nenhum benefício. É muito ruim”, afirma.

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