Cautela. Este é o termo utilizado pela população neste período da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O avanço da vacinação contra a Covid-19 vai trazendo, aos poucos, a normalidade, como a reabertura do comércio com menos restrições.
No entanto, a pandemia ainda preocupa os suzanenses e por isso muitos pregam cautela. Como é o caso do vendedor Robervaldo Costa Silva, de 37 anos. Ele vende produtos artesanais na Praça João Pessoa, no Centro de Suzano. Para ele, ainda é cedo para voltar à normalidade. Ao mesmo tempo, cita a necessidade de trabalhar “Está cedo, mas se seguirem os protocolos acredito que dá para continuar. Precisa olhar para os dois lados. As pessoas precisam trabalhar também”, disse.
Mesma opinião de seu companheiro de trabalho, Marcelo de Moraes. Segundo ele, a pandemia não alterou sua rotina por ter se adaptado rapidamente. “Todos precisam trabalhar. A economia precisa girar. Consegui me adaptar rapidamente e por isso não alterou em muita coisa. Levei minha vida normalmente, procurando sempre me prevenir”, afirmou.
O autônomo Anderson Amaral reforça a necessidade de seguir os protocolos de higiene. Ele tem esperança de que, com o tempo, tudo voltará ao normal. Ele sente falta de se reunir com os amigos. “Precisa seguir as medidas de higienes. Acredito que tudo voltará ao normal. Sinto falta de abraçar os amigos. De se reunir com eles”, conta.
Quem está ansioso pela volta da “vida normal” é Ediléia Vieira Pereira, de 25 anos. Ela foi para o Centro em busca de um emprego. O retorno traz esperança para a jovem, que relata dificuldades em resolver pendências pela internet. “Muito ansiosa para que tudo volte a funcionar normalmente. Preciso resolver algumas pendências e resolver pela Internet e tem sido difícil. Tinha que voltar, mas a prevenção precisa continuar”.
O desemprego também assusta Rosangela Macedo, de 57 anos. Ela teme que a vida não volte mais a ser como antes. “Tem muita gente desempregada. Precisa voltar. Mas acredito que a vida não voltará a ser como antes. Essa doença ficará e tem muita mutação. Acho difícil voltar ao normal”, opinou.
Ela foi infectada pelo vírus e precisou ficar 21 dias internada. Por isso, mantém os cuidados e está sempre com máscara. Ela conta que se acostumou a não se reunir com outras pessoas. “Estamos nessa há muito tempo e acabei me acostumando. Sinto falta, mas acostumei”, relata.
Efigenia de Assis, de 74 anos, vive em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. A aposentada é mais uma que aprova a reabertura das lojas, mas será preciso manter os cuidados por muito tempo. Ela tomou as duas doses da vacina e espera voltar a se reunir com amigos e viajar. “Tomando os cuidados, sou favorável. Acredito que voltará de uma maneira diferente. Um novo normal. Vai precisar se reinventar. Sinto falta de encontrar as pessoas, receber os amigos e viajar”.
O aposentado João Hélio. De 55 anos, vai na contramão. Para ele, não é momento de diminuir as restrições. Ele prega a fé para superar este período. "É muito cedo para reabrir, mas é preciso manter a fé. Torço para que tudo volte ao normal, mas ainda não é o momento”, finalizou.