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Cidades

Sindicato avalia situação de trabalhadores da saúde

Para a categoria, não teve valorização merecida durante a pandemia

20 agosto 2021 - 15h08 Por Thiago Caetano - de Suzano
Após mais de um ano da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde de Mogi e Região (Sindsaúde), Katia Aparecida dos Santos define a situação dos trabalhadores do setor como desgastante.
 
Para ela, mesmo sendo serviço essencial, a categoria não teve valorização merecida durante o período. A região do Alto Tietê conta com, aproximadamente, 4 mil trabalhadores públicos da saúde. “Desgastante psicologicamente, fisicamente e financeiramente. Não teve valorização nenhuma, mesmo sendo serviço essencial. São muitos sofrendo psicologicamente, que foram contaminados pela Covid-19. As condições são péssimas”, avaliou.
 
Em julho, o sindicato realizou uma assembleia no Hospital Guido Guida, em Poá. O encontro tinha como objetivo debater questões internas da unidade, como a sobrecarga de trabalho e falta de funcionários.
 
“Tivemos esta assembleia com os trabalhadores no qual a secretária de saúde (Claudia Cristina de Deus, de Poá) acompanhou as reivindicações internas. Ela se comprometeu, na medida do possível, a solucionar os problemas”, disse.
 
Segundo a diretora, o contingente dos funcionários concursados será mantido. Sendo assim, não há mais nenhum indicativo de greve em Poá. No entanto, o sindicato acompanhará o avanço sobre tudo o que foi conversado na assembleia. “Faremos uma avaliação, ainda neste mês, sobre tudo o que foi falado. O que avançou ou não. A princípio, não há indicativo de greve”, finalizou. 

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