A onda de calor que atingiu o Alto Tietê voltou a atrair visitantes na Lagoa Azul, em Suzano. O local possui um histórico de afogamentos e é inapropriado para banho e nado.
No último domingo, um homem de aproximadamente 40 anos morreu afogado ao nadar no local. O DS esteve no local nesta terça-feira (24) e flagrou pelo menos três pessoas na margem da lagoa. No entorno do local, há placas indicando a proibição da prática de nado.
Para quem vive ou trabalha nas proximidades da lagoa fala em falta de conscientização. É o que pensa a moradora Antonia Motta da Silva, de 58 anos. Ela mora há 17 anos em Suzano. “Não deixo meus filhos e netos nada aqui de jeito nenhum. Acontece isso faz tempo e mesmo assim muitos se arriscam. Não é culpa de ninguém”, disse a moradora.
Segundo a comerciante Cícera Silva, a reclamação de falta de segurança não é viável. Para ela, todos têm consciência de que o local é perigoso. “As pessoas precisam ter consciência do perigo. Não é necessário fazer fiscalização o tempo todo por uma coisa que é óbvia. Infelizmente muitos ignoram”.
Ainda de acordo com a comerciante, o local recebeu visitas na manhã desta terça-feira. “Tinha gente bem cedo aí. O maior problema mesmo é a falta de consciência”, conta.
Mesma visão de Antônia Alves, que lembra dos avisos sobre a proibição. “Em toda a lagoa tem aviso. Mesmo assim ignoram. Por falta de aviso não é”, afirma.
Prefeitura
De acordo com a Prefeitura de Suzano, toda a imediação da lagoa recebe patrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) na tentativa de inibir a utilização do espaço. Os afogamentos acontecem por conta do leito argiloso, oferecendo risco até mesmo em áreas de pouca profundidade. A Prefeitura destacou ainda que, desde 2017, mantém placas e cartazes orientando a população sobre os riscos. O órgão destaca ter realizado diversos reparos nas cercas que contornam a área. Denúncias podem ser feitas pelos números da GCM: 153 e o (11) 4746-3297.