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Cidades

Pandemia fecha 7,5 mil vagas de estágio no Alto Tietê, calcula pesquisa

Segundo a associação, crise econômica em razão do vírus desencadeou na perda de vagas de aprendizagem

29 agosto 2021 - 05h00 Por Daniel Marques - de Suzano
O número de vagas abertas para estágio caiu 40% desde o início da pandemia da Covid-19 na região. 
Passou de 12,5 mil, em março de 2020, para 5 mil em julho deste ano. A perda foi de 7,5 mil vagas de estágio.
 
Os dados foram divulgados ao DS pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).
 
O comparativo do CIEE é feito com o início da grande crise sanitária, em março do ano passado. Naquela época, foram abertas cerca de 12,5 mil vagas. A pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020.
 
“A pandemia causada pela Covid-19 desencadeou uma crise econômica, e consequentemente o aumento do desemprego. Isso afetou diretamente o volume de vagas de estágio e aprendizagem em todo Brasil”, justificou o CIEE.
 
O número de vagas já vinha em queda desde o ano anterior, antes mesmo de a pandemia começar. Entre os meses de fevereiro de 2019 e o de 2020 (o último antes de a crise sanitária se estabelecer no Brasil), a redução foi de 7,3%.
 
O professor e coordenador do curso de economia da Faculdade de Tecnologia Estadual (Fatec) de Mogi das Cruzes, Luiz Edmundo de Oliveira Moraes, reforçou que a crise sanitária levou à queda dos números durante a pandemia.
 
“Se ela (a pandemia) fosse enfrentada sem o isolamento social, poderíamos até compensar a queda de alguns setores com o crescimento em outras atividades, com aumento na indústria farmacêutica, em vendas, etc. Mas como veio acompanhada de isolamento social, empresas foram fechadas, e aí não teve jeito”, justificou.
 
Já sobre a redução de 7,3% no número de vagas entre 2019 e 2020, o especialista acredita que a "dúvida dos empregadores" sobre o governo de Jair Bolsonaro - que assumia o poder naquela época - pode ter contribuído com a queda.
 
“Podemos imaginar que o governo Bolsonaro, por conta da oposição forte que há contra ele, pode ter gerado essa desconfiança nos empresários quanto ao futuro da economia. Eles podem ter ‘maneirado um pouco’, prejudicando o crescimento econômico”, estimou.

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