quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

‘Barraco Literário’ vai levar poesia e incentivar leitura em Suzano

Objetivo é transitar em diferentes pontos da cidade para espalhar poesia e divulgar livros

04 setembro 2021 - 11h59 Por Matheus Cruz - de Suzano
O escritor Ademiro Alves de Souza, conhecido como Sacolinha, está com novos projetos voltados à cultura e incentivo à leitura. O autor planeja lançar nos próximos meses o projeto “Barraco Literário”, uma barraca móvel que pretende transitar em diferentes pontos de Suzano para espalhar poesia e divulgar livros de escritores da cidade.
 
O autor promove atividades culturais desde 2003 no município. Desde então, todos os eventos organizados seguiam o formato presencial. Com a chegada da pandemia e a suspensão dos eventos presenciais, o tradicional “Sarau na Escola”, projeto que leva poesia para o ambiente escolar, também foi suspenso.
 
Com isso, além do objetivo principal de incentivar a leitura, a arrecadação com vendas de livros também foi prejudicada. É neste contexto que Sacolinha pretende lançar a banca móvel ainda neste ano.
 
“A ideia é colocar uma barraca circulando pelo Centro de Suzano, onde a gente possa passar por praças, pontos de ônibus. Com ajuda de um megafone, vamos recitar poesias e divulgar os livros de escritores locais”, explica.
 
Segundo o escritor, tudo será feito de uma forma segura, evitando aglomerações e sem trazer riscos de novas contaminações pela Covid-19. O contato também está sendo feito com a Prefeitura para que a circulação seja permitida.
 
Apesar de viver a expectativa pelo retorno das atividades presenciais de forma total, Sacolinha é cauteloso e prefere aguardar um cenário onde a imunização coletiva seja realidade.
 
“Ainda não sabemos com o que estamos lidando. A vacinação está avançando, mas ainda precisamos da segunda dose e quem sabe a terceira. Quero mesmo voltar, mas neste ano não haverá nada que promova aglomerações”, conta.
 
Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a maioria dos eventos promovidos pelo escritor passaram por adaptações. Segundo Ademiro, as mudanças, apesar de importantes, ainda estão longe de substituir os encontros presenciais.
 
“Depois de março de 2020, precisei readaptar todas as atividades de forma online, mas nem todas foram possíveis. O Sarau nas Escolas, por exemplo, chegou a realizar edições virtuais, mas não teve a mesma energia que as escolas viabilizam, com cerca de 400 alunos em um pátio. Não tem como transferir isso para o virtual da mesma forma”, explica.
 
Entre os projetos realizados presencialmente, apenas as ações de grafite foram mantidas, seguindo os protocolos necessários. Em agosto deste ano, por exemplo, o escritor promoveu a segunda edição do Festival Literatura e Paisagismo – Revitalizando a Quebrada, executado nas ruas do Miguel Badra. O projeto deu cores e registrou poesias nos muros do bairro.

Leia Também