O Corpo de Bombeiros registrou aumento de 39% no índice de chamados relacionados a queimadas no Alto Tietê. Entre junho e agosto do ano passado, a corporação atendeu 133 ocorrências relacionadas a incêndios florestais. Neste ano, o número saltou para 185 durante o mesmo período. Com o momento sem chuvas e tempo seco na região, o sinal de alerta está ligado.
De acordo com o tenente Marcos Vinícius Carbonel, que atua no quartel de Suzano, a causa humana é a principal causadora de incidentes deste tipo e o inverno acentua esses casos. Em média, a região atende cerca de 20 ocorrências de combate a incêndios florestais por dia. Por isso, os cuidados precisam ser redobrados durante o atual período.
“É fundamental evitar queimar lixo, restos de podas, folhas secas e fazer fogueira, sobretudo quando está frio. Evitar soltar balões, fazer limpeza de terrenos baldios utilizando fogo próximo de locais com mata, tendo em vista que a vegetação está seca, onde a queimada é acentuada e rápida”, explica o tenente.
Há cerca de duas semanas, a corporação atendeu uma grande queimada na cidade de Poá. Na ocorrência, uma grande área de vegetação foi atingida nas proximidades do rodoanel, causando interferências até mesmo no trânsito, já que a fumaça atrapalha a visão dos motoristas.
Recentemente, outro grande incêndio registrado ocorreu em Mogi das Cruzes, onde uma área de mata foi atingida.
Apesar dos registros recentes, o tenente pontua que os índices não são muito diferentes, já que em todos os anos é percebido um aumento nestes chamados durante essa época do ano.
“A gente percebe que não houve um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. É sempre a mesma faixa de ocorrências atendidas neste período do ano, que compreende o inverno”, conta.
No último domingo (22), um grande incêndio atingiu o Parque Estadual do Juquery, em São Paulo. De acordo com a hipótese da investigação policial, a queda de um balão pode ter sido a causa da queimada que consumiu mais de 1.600 hectares do Parque.
Com a falta de chuvas, a vegetação seca fica mais vulnerável ao fogo. Por este motivo, o comandante destaca ações de prevenção que podem ser adotadas pela população, incluindo a não soltura de balões.