A instabilidade nas principais redes sociais na última segunda-feira (4) afetou comerciantes em Suzano. O Facebook, Instagram e WhatsApp ficaram fora do ar por 7 horas. Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as redes sociais se tornaram as principais aliadas dos comerciantes. Os restaurantes foram um dos estabelecimentos mais afetados. Proprietária do Restaurante Pague Pouco, Marisa Miranda sentiu uma queda nas vendas neste dia.
“Usamos o telefone fixo, mas tivemos quedas nas vendas. Hoje em dia estamos à mercê das redes sociais”, disse a proprietária. Marisa não chegou a ter prejuízo, no entanto, a instabilidade trouxe de dificuldade na compra dos produtos. “Não consegui entrar em contato com os vendedores. Eles também não conseguiam falar comigo. Foi bem difícil fazer as compras na segunda”, relatou.
Marcelo Cazzarini, proprietário de uma loja de calçados, afirmou que as redes sociais são indispensáveis para exercer a venda. Sendo assim, qualquer instabilidade prejudica o andamento do serviço. “Claro que sentimos um pouco. Só ficamos com o espaço físico, esperando o cliente entrar na loja. Como nos tempos antigos. Sem dúvidas, sentimos um pouco”, afirma Cazzarini.
O WhatsApp é extremamente essencial no estabelecimento de Sandra Augusto. A maioria das vendas é feita através do aplicativo. O site é outro meio bastante utilizado para alavancar as vendas. Mas muitos preferem efetuar a compra pelo aplicativo. “O movimento dentro da loja até caiu. Ficamos sem saber o que aconteceu. Ficamos sem responder as mensagens e muitas pessoas deixaram de comprar”, lamentou.
Ace
A Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE) informou que a queda das redes sociais afetou empreendedores, especialmente os que atuam no mundo digital. A pandemia transformou esses meios em uma ferramenta de negócio, principalmente o WhatsApp. Por conta disso, a Ace realiza uma série de atividades e orientações aos comerciantes. O objetivo é fornecer “alternativas de vendas, seja on-line ou off-line”.
“As redes sociais servem como forma de potencializar o atendimento dos lojistas. Em paralelo, é importante ter uma variedade de plataformas, para não sermos dependentes de um único lugar. A Ace segue apoiando os comerciantes e dando todo o suporte necessário”, disse o presidente da entidade, Fernando Fernandes. O Procon de Suzano esclareceu que não atende este tipo de queixa.
Segundo o órgão, o motivo é porque “não se trata de consumidor final, mas sim de pessoas que utilizam plataformas para realizar vendas. Uma vez que as ferramentas digitais são gratuitas”. Sendo assim, o Procon orienta o comerciante a procurar um advogado e entrar na justiça comum, caso se sinta prejudicado.