No controle da atual fase de estiagem severa no Sistema Alto Tietê de represas, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está reduzindo o fluxo da pressão da água nas residências da Região Metropolitana de São Paulo entre as 21h e 5 horas.
A medida visa a segurança hídrica e a preservação dos mananciais durante o período de seca.
De acordo com a Sabesp, a prática é recomendada internacionalmente.
Detalhadamente, segundo a companhia, quando há menos consumo, reduz-se a pressão nas redes a fim de evitar perdas por vazamentos e rompimentos.
Da mesma forma, quando o uso é retomado, a pressão é reajustada.
A medida ganha ainda mais destaque já que, assim como publicado pelo DS nesta quarta-feira (7), o Ministério Público (MP) de São Paulo encaminhou um ofício às cidades da região que integram o Sistema Alto Tietê de represas, alertando sobre um "sério risco de desabastecimento e surgimento de nova crise hídrica, com consequências ainda imprevisíveis" e instaurando um "procedimento administrativo de acompanhamento" da situação dos reservatórios.
O documento foi emitido pelo Núcleo VIII - Cabeceiras do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) e assinado pela promotora Joana Franklin de Araújo.
O MP encaminhou a oito cidades da região, ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes e à Sabesp.
O documento também cobra esclarecimentos sobre a redução da pressão da água, já que antes, essa redução na pressão iniciava às 23 horas. Mas no fim de setembro, ela passou a iniciar às 21 horas, seguindo até 5 horas do dia seguinte.
De acordo com a Sabesp, além da medida, há um conjunto de medidas que vem sendo adotado na região, como a integração do sistema de abastecimento (com transferências de água rotineiras entre regiões), ampliação da infraestrutura, campanhas para o consumo consciente e ampliação da gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede.
Em nota, a companhia informou ao DS que imóveis com caixa-d’água com preservação para ao menos 24 horas, como determina o decreto estadual 12.342/78, não sentem os efeitos de manutenções ou da gestão da pressão. Além disso, desde 2020, a Sabesp destacou que já distribuiu 6,9 mil reservatórios para famílias sem condições de adquiri-los.