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Cidades

Fechamento de posto do Ministério do Trabalho vai gerar protesto em Suzano

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil pretende se reunir com outras entidades

19 outubro 2021 - 05h00 Por Thiago Caetano - de Suzano
Sindicatos do Alto Tietê devem se reunir para se manifestar contra o fechamento do posto do Ministério do Trabalho e Previdência em Suzano. O posto, localizado na Rua Monsenhor Nuno, no Centro, está fechado temporariamente, de acordo com o órgão federal.
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Mogi das Cruzes, Suzano e Região, Josemar Bernardes, pretende se reunir com outras entidades da região para protestar contra o fechamento. Segundo ele, o posto é extremamente importante para os trabalhadores em geral e para os sindicatos. Através do posto, os trabalhadores poderiam fazer reclamações, fazer a carteira de trabalho e orientações. Além disso, o local servia como uma mesa redonda entre os sindicatos e as empresas. “É um desastre para os trabalhadores e para os sindicatos. O posto atendia todo o Alto Tietê. Temos várias demandas pendentes, mas fomos surpreendidos com essa informação. Vou dialogar com os sindicatos para fazermos essa manifestação contra essa medida”, afirma.
 
Segundo ele, a regional de Guarulhos pode ficar sobrecarregada. O setor da construção civil possui cerca de 4 mil trabalhadores na região. “Não houve aumento nos funcionários da regional de Guarulhos. Pode sobrecarregar. Não podemos ficar de braços cruzados. Não sei qual o problema. Os sindicatos ficam órfão de uma agência local”, complementa.
 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, foi surpreendido com a informação. Para ele, não há dúvidas que os trabalhadores serão os principais afetados. “Sempre estoura para o lado mais fraco. Os trabalhadores perderam vários direitos com as reformas trabalhistas e previdenciárias. Infelizmente ficamos em uma situação difícil”, explica Benites.
 
“Vamos ter dificuldade para marcar uma mesa redonda com as empresas. Vamos ter que ir para Guarulhos também. Automaticamente, a demanda ficará mais alta. Era um local importante para o trabalhador”, completou.
 
Clayton Teixeira, presidente do Sindicato dos Bancários do Alto Tietê, diz que irá participar da manifestação, caso houver. Para ele, o órgão era parceiro dos sindicatos. “Sempre quando solicitamos a fiscalização, eles analisam tudo que estiver errado. Apoio essa manifestação e estarei nela”, finalizou. 

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