Passageiros que se deslocam todos os dias nos trens da Companhia de Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) cobram a implantação de vagões preferenciais. A medida atenderia especialmente idosos, gestantes, crianças e deficientes e garantiria maior conforto nas viagens, especialmente no horário de pico.
A estratégia também seria positiva, segundo eles, para combater casos de assédio às mulheres no transporte público, já que assediadores muitas vezes aproveitam os horários de pico para praticar o delito.
De acordo com a dona de casa Maria José, 61, a implantação do vagão preferencial seria importante para garantir a segurança dos passageiros mais velhos, e também facilitaria o transporte de cadeirantes, por exemplo.
“Seria muito importante o vagão separado. Acho que já passou da hora de ter uma medida como essa, porque todos os dias a gente vive o aperto de estação a estação. Principalmente para deficientes, por exemplo, que precisam ainda mais”, disse.
O segurança Arnaldo Milani, 49, também avalia como necessária a adoção de vagões separados. O suzanense se desloca até a capital todos os dias para trabalhar, e afirma que já presenciou confusões que poderiam ter sido evitadas.
“É sempre uma luta pegar trem, especialmente nos horários de pico. É mais do que necessário que se reservem vagões aos que mais precisam. Já presenciei desentendimentos que poderiam ter sido evitados, justamente pelo excesso de pessoas”, lembra.
Da mesma forma, a confeiteira Karin Cristina dos Santos, 38, moradora de Suzano, relata que o vagão ajudaria inclusive a evitar assédio a mulheres. “Fico imaginando o quanto seria benéfico a todos. Nós mulheres poderíamos ao menos ficar mais tranquilas sabendo que temos um lugar mais reservado, assim como no Rio de Janeiro tem vagão especial”, compara.
Na mesma linha de raciocínio, a ajudante geral Lourdes Cardoso, 64, vê nos vagões preferenciais a chance de, enfim, poder ter seu descanso na volta para casa.
“O vagão preferencial daria mais chances para quem, como eu, às vezes tenta um lugar para sentar, mas não consegue. A gente já fica cansada do trabalho, e quando vamos para casa é mais uma maratona. O vagão ajudaria muito”, completa.
CPTM
Procurada, a assessoria de imprensa da CPTM informou por telefone ao DS que não há qualquer estudo para a implantação de vagões preferenciais.