Com o novo reajuste anunciado pela Petrobras no preço da gasolina e do diesel a partir desta terça-feira (26), os revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de Suzano temem a redução de clientes com um possível aumento no valor do gás de cozinha. O reajuste também preocupa os consumidores, que sentem no bolso recentes aumentos e buscam alternativas.
Desde a última terça-feira, o litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passou de R$ 2,98 para R$ 3,19, o que representa um aumento de cerca de 7%.
De acordo com a revendedora de gás Katia da Silva Carvalho, os aumentos impactam diretamente no ritmo de vendas. No local onde trabalha, o botijão de gás é vendido à R$ 95 se retirado, e R$ 105 com entrega.
Com o aumento no valor do combustível, a revendedora explicou ao DS, nesta quarta-feira (27), o medo de mais prejuízos. “Já percebemos uma queda no ritmo de vendas. Antes eu vendia cerca de 30 botijões por dia. Hoje vendo no máximo 18. Os reajustes acontecem quase que semanalmente, não tem como não repassar o valor para o cliente. Toda vez que aumenta o combustível aumenta o nosso gasto", conta.
Situação parecida em outra revendedora visitada pelo DS, localizada na Rua General Francisco Glicério. Segundo a vendedora Débora Moreira, o valor do botijão atualmente é de R$108, mas não estão descartados novos aumentos. "Os aumentos são constantes, mas não tem muito o que fazer. Infelizmente precisamos repassar os valores para não ficarmos no prejuízo. Como é algo necessário, as pessoas seguem comprando. Aqui, o ritmo de venda segue normal, apesar dos aumentos”, explica.
Entre os consumidores, o aumento no valor do gás é sentido no bolso a cada reposição. Para a diarista Eva Maria Monteiro, 49, que mora sozinha e consome menos gás de cozinha do que uma família com quatro ou mais integrantes, os reajustes são igualmente preocupantes.
“Eu moro sozinha e por isso, consumo menos gás do que outras casas, que têm mais pessoas. Mas mesmo assim a dificuldade é grande. Em casa, um botijão dura cerca de dois meses. Sempre que preciso comprar um novo é uma luta”, relata a diarista.