O saldo final entre admissões e demissões no Alto Tietê no ano de 2020 subiu de 257 para 509 postos de trabalho perdidos com a revisão do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Isso representa aumento de 98% em vagas de emprego perdidas ao final do ano passado, quando o comparativo é feito com base na soma do número de contratações e demissões.
Os dados da tabela antiga mostram que a região havia gerado 109.310 postos de trabalho ao final de 2020, enquanto o número de desligamentos foi de 109.567, resultando em 257 vagas de emprego perdidas.
A nova atualização mostra que o número de contratações foi de 111.200, enquanto o de demissões foi de 111.709, ou seja, 509 demissões a mais do que contratações.
Suzano, que havia fechado 2020 com um saldo positivo de dez vagas geradas, acabou, com a nova atualização, fechando o mesmo ano com seis demissões a mais do que contratações. A cidade passou de 22.172 contratações e 22.162 demissões na tabela anterior para 22.442 contratações e 22.448 desligamentos agora, se tornando a única cidade que passou, no saldo final, de “mais contratações” para “mais demissões” com a nova análise.
Em contrapartida, em Ferraz aconteceu o inverso. O município – que antes havia mais demitido do que contratado – passou a ter mais contratações do que demissões (de 13 postos perdidos para 31 postos de trabalho a mais gerados).
As demais cidades mantiveram o cenário anterior, mudando apenas a quantidade de vagas geradas, perdidas e o saldo final. Quatro cidades fecharam 2020 com saldo negativo e seis com saldo positivo nas duas tabelas (apenas Suzano e Ferraz trocaram de posição).
Itaquaquecetuba segue, com folga, com o maior número de postos criados no saldo final, passando de 869 para 938 com a atualização.
Já o pior saldo final segue com Mogi. A cidade passou de 353 para 534 postos de trabalho perdidos com a atualização, continuando como a cidade que teve o balanço final mais triste de 2020.
Considerando dados nacionais, o Brasil caiu de 142.690 vagas geradas para 75.883 em 2020. A redução foi de 46,8%.
Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência esclareceu que a diferença no saldo da última atualização dos dados do Caged reflete uma mudança no resultado bruto de admissões e demissões que, segundo a pasta, em dados nacionais, é de 2,25% de demissões a mais do que o informado no fim de 2020 e 1,8% de admissões a mais do que o informado no fim de 2020. Essa diferença se deve a “declarações realizadas fora do prazo pelas empresas declarantes”.
A pasta diz ainda que, mesmo com a revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da Covid-19 e que este ano, o Brasil já registra saldo de mais de 2,5 milhões de empregos formais.
“Reforçamos que os dados anunciados são reais e obedecem às informações declaradas pelas empresas, podendo ser ajustados para 2020 até o final de 2021. Todos os meses esses dados são atualizados e disponibilizados de forma transparente no painel público do Caged”, disse a pasta.