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Cidades

Suzano é uma das primeiras cidades do País a se adequar para instalação de antenas de 5G

Do Estado, o município está entre os cinco primeiros

08 novembro 2021 - 14h46 Por de Suzano

Suzano está entre as 19 primeiras cidades brasileiras a se adequar à legislação nacional para instalar antenas de 5G. Do Estado, o município está entre os cinco primeiros. Segundo o cronograma definido pelo Ministério das Comunicações, todas as capitais do País devem ser atendidas com a tecnologia até julho de 2022. 

Com a finalização do Leilão do 5G, as empresas responsáveis por oferecer a tecnologia no País foram definidas. Claro, TIM e Vivo, por exemplo, ficaram com os lotes nacionais do espectro de 3,5 GHz. Outras operadoras venceram lotes regionais e as frequências restantes.

As companhias devem dar prioridade ao projeto e, em breve, a competição entre elas vai permitir definir qual será a primeira a oferecer o 5G no País. Segundo o cronograma definido pelo Ministério das Comunicações, todas as capitais devem ser atendidas com a tecnologia até julho de 2022 — o que não quer dizer que todos os bairros terão o sistema no primeiro momento.
 
Um dos obstáculos para a oferta é a legislação relacionada à instalação de antenas. Os equipamentos são comparados com os de outras tecnologias, cuja instalação não é permitida em qualquer local. A diferença, ainda não considerada na lei, é que as antenas de 5G são muito menores.

Até o momento, apenas 19 cidades brasileiras adequaram-se à legislação nacional. São elas: Brasília (DF), Londrina (PR), Campos de Goytacazes (RJ), Volta Redonda (RJ), Petrópolis (RJ), Itaperuna (RJ), Duas Barras (RJ), Rio das Flores (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Nova Friburgo (RJ), Porto Alegre (RS), São Caetano do Sul (SP), Santo André (SP), Ribeirão Preto (SP), Suzano (SP), Jaguariúna (SP), Santa Rita do Sapucaí (MG), São João da Barra (RJ) e Cardoso Moreira (RJ).

Além delas, as cidades de Petrópolis (RJ), Serra Negra (SP), Florianópolis (SC), Cachoeiras (SP), Socorro (SP), Holambra (SP), Teresópolis (RJ) e Cachoeira de Macabu (RJ) aguardam sanção da nova legislação relacionada ao tema. A falta de adequação pode fazer o 5G atrasar.

São Paulo, a maior metrópole do país, ainda não se adaptou às regras. Segundo a prefeitura da capital paulista, o Projeto de Lei nº 347/2021, conhecido como Lei das Antenas, foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal — ou seja, ainda leva um tempo para que a o funcionamento tenha um cronograma.

Migração da parabólica

A previsão de oferta do 5G apenas em julho de 2022 considera, ainda, a necessidade de migração da TV aberta via satélite — as parabólicas. O serviço terá de ser acomodado em outro espectro, a banda Ku. Cerca de 6,5 milhões de casas têm apenas a antena parabólica para assistir à TV aberta, de acordo com levantamento de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As operadoras que vão atuar no espectro de 3,5 GHz terão de distribuir kits (com um receptor novo e uma antena parabólica) gratuitamente para as famílias de baixa renda integrantes do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O custo estimado dessa adequação é de R$ 2,5 bilhões.

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