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Cidades

Companhias vivem expectativa de retomar apresentações teatrais

Grupos recorrem à espetáculos on-line para manter atividades culturais. Será feita retomada

09 novembro 2021 - 08h00 Por Matheus Cruz - de Suzano
A sensação de ouvir os três toques do sinal antes da peça começar está próxima de ser sentida novamente. Com o avanço da vacinação e a queda no índice de leitos de Covid-19 ocupados, as companhias teatrais de Suzano se preparam para retomar, aos poucos, os espetáculos presenciais. Por serem ambientes fechados, os teatros foram impactados diretamente com a chegada da pandemia. Desde então, os grupos recorreram aos meios digitais para manter as atividades culturais.
 
No Teatro da Neura, fundado em 2004 em Suzano, as peças presenciais estão suspensas desde abril de 2020. A fim de manter o processo criativo dos 15 integrantes, as reuniões on-line foram fundamentais.
 
“Tivemos que nos adaptar com reuniões on-line de organização para ensaios e produção desses espetáculos. Somente em 2021, no segundo semestre, é que fizemos encontros pontuais para gravar os espetáculos. Tivemos que lidar com a distância. Algo novo que impôs a todos uma nova forma de ver o mundo”, explica Fernandes Junior, membro do grupo.
 
Os encontros realizados neste período foram propostos para a gravação de peças contempladas na Lei Aldir Blanc, como o “Yerma”, “Sábado de Aleluia” e “Antígona”. Agora, as peças estão em fase de edição. Para o próximo ano, a expectativa de retornar aos espetáculos presenciais com a presença do público é grande. Entretanto, a sensação de insegurança da situação pandêmica ainda desperta dúvidas se isso será possível.
 
“Estamos empolgados com a possibilidade. Mas não sabemos ainda como será. Temos um presidente que dificultou demais a vida dos brasileiros nesse período e ainda nos coloca com muita desconfiança. Então ficaremos atentos a toda movimentação para agirmos o mais correto possível", conta. Cenário parecido na companhia Contadores de Mentira, grupo que existe há 26 anos e é um dos grupos mais tradicionais da região. De acordo com a atriz e gestora cultural Daniele Santana, as principais mudanças motivadas pela pandemia foi a necessidade de afastamento entre os artistas e o público.
 
“Nós ainda não voltamos a funcionar 100%. Não teremos atividades todos os finais de semana e também não teremos 100% de público. Vamos seguir com as atividades pontuais, dando preferência para as atividades na área externa do nosso espaço”, conta Daniele. Ao longo do período em que as práticas artísticas ficaram interrompidas no presencial, o grupo também contou com as plataformas digitais para promover encontros importantes. Entre eles, a companhia chegou a alcançar 527.718 mil pessoas com um festival on-line. 

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