quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Radial faz estudo e diz que reajuste da tarifa não ocorre há 33 meses

Valor médio da tarifa de ônibus municipal pode sofrer reajuste a pedido de empresa

11 novembro 2021 - 08h00 Por de Suzano
Levantamento feito pela Radial Transportes, empresa concessionário em Suzano, mostra que o último aumento autorizado da tarifa de ônibus ocorreu no início de 2019 na maioria das cidades do Alto Tietê. À exceção é Itaquaquecetuba que ocorreu em julho do mesmo ano. A tarifa subiu entre 30 a 45 centavos.
 
Segundo a Radial, há 33 meses, na maioria das cidades, não houve qualquer tipo de reajuste. O valor médio da tarifa de ônibus municipal passou para R$ 4,44, com a média de adequação nos preços em 8,19%. 
 
Segundo a empresa, no entanto, a inflação no País explodiu entre 2019 e 2021. 
 
O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) mostrou que até outubro de 2021 foi registrado 16,96% de inflação, em 2020 o índice de 20,95% e em 2019 se alcançou 7,68%. “Isso corresponde a quase 6 vezes o valor da correção da tarifa feita há praticamente 3 anos”, disse a empresa.
 
Segundo a Radial, “mesmo corrigida a defasagem, pela escalada inflacionária e principalmente o aumento constante do óleo diesel e de peças e insumos continuará a subir sem qualquer sinal que haja uma política nacional para conter esses avanços”. 
 
A Radial lembrou que a crise no transporte público municipal existe. “Uma conjunção de fatores negativos e negligências com o setor do transporte coletivo público, principalmente o urbano, deixou esse segmento a beira do colapso e de sua inviabilidade”, informou a empresa.
 
Segundo a Radial, a situação é extremamente crítica e sem qualquer vislumbre de uma política pública federal para recuperar o setor, crucial para o reerguimento da economia e na geração de empresas e de novas atividades comerciais. “Neste momento tanta as empresas como a sociedade vão arcar com o ônus desta situação de calamidade”.
 
“Para se compreender o tamanho do problema basta listar alguns itens. Como as altas constantes, quando não semanais, dos combustíveis acelerando a crise econômica, o retorno da inflação, a ausência do apoio – prometido- do governo federal para conter os impactos das empresas de transporte”, acrescentou.
 
Segundo a Radial, “impedidas de reduzir seus efetivos, apesar de terem mais de 80% de suas receitas despencarem, as companhias de transporte coletivo tiveram que manter a frota circulando em todas as linhas e em sua capacidade plena durante o período de pandemia, inclusive durante os lockdowns”. 
 
A Radial reclamou também que as empresas sequer conseguiram linhas de créditos especiais para conseguir esses recursos extras. “Os números dão a dimensão exata do desastre e de como o setor e grande parte da sociedade que depende estão sofrendo com os enormes impactos econômicos e sociais”. 
 
A Radial lembrou de um “estudo minucioso” feito junto aos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que mostra “o gigantismo da subida dos combustíveis fica evidente”. 
 
“O óleo diesel, registrou no ano de 2021, até o mês de outubro, um valor acumulado de alta 79,6% (praticamente 80%), fazendo o preço médio mínimo do combustível saltar de R$ 3,8 para a média máxima de R$ 6,8 o litro. Já em 2019, o preço médio mínimo registrado foi de R$ 3,6 e comparando ao máximo registrado em 2021. Isso alcança a espantosa alta acumulada é de 95,8%”.

Leia Também