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Cidades

Mortalidade infantil é a menor dos últimos 20 anos em 5 cidades do Alto Tietê

Alto Tietê registrou 10,69 mortes para cada mil nascimentos. É o menor número do século

12 novembro 2021 - 05h00 Por Daniel Marques - de Suzano
Levantamento do Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade) mostra que cinco cidades do Alto Tietê registraram a menor taxa de mortalidade infantil do século em 2020. Além disso, com 10,69 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, a região inteira computou a menor mortalidade desde 2000.

O balanço estadual considera os dados do ano passado e foi divulgado pelo governo do Estado na última quarta-feira (10). Na região, Guararema (4,54 mortes para cada mil crianças nascidas vivas), Santa Isabel (6,13 mortes para mil crianças), Ferraz (8,54 mortes), Mogi (9,88 mortes) e Suzano (9,94 mortes para mil crianças nascidas com vida) foram as cidades que computaram os menores números desde o ano 2000. Apesar de Poá, ter reduzido a taxa entre 2019 e 2020, a cidade teve o menor índice em 2018 (9,52).

Encabeçando a lista atual, Guararema teve dois óbitos infantis de 441 crianças que nasceram vivas em 2020, resultando nos 4,54 mortos para cada mil. Em segundo vem Santa Isabel, com quatro mortes de 652 crianças nascidas. Com 22 óbitos para 2.577 bebês, Ferraz é a terceira. Depois, Mogi (59 óbitos para 5.971 nascimentos) e Suzano (43 mortes para 4.327 perdas), fecham a lista das cidades que tiveram o menor número em 2020.

Considerando todo o Alto Tietê, a cada mil crianças nascidas com vida, 10,69 morreram com até um ano de idade. No ano de 2020, foram registrados 22.916 nascimentos na região e 245 mortes de bebês que nasceram vivos, mas por algum motivo morreram antes de completar um ano de idade.

No Estado de São Paulo, o número também é o menor no período: para mil bebês, a mortalidade foi de 9,75, reduzindo de 10 pela primeira vez.

“É gratificante e recompensador para todos nós, que atuamos na gestão pública, o registro de mais um feito inédito na história de São Paulo e do Brasil. Especialmente em relação a um ano tão difícil como foi 2020”, ressaltou o governador Joao Doria, durante a apresentação dos dados, na quarta.

Nas últimas duas décadas, o estado registrou uma queda de 42,6%. Em 2000, a taxa era de 17 por mil nascidos vivos. Os dados são publicados anualmente.

De acordo com o governo do Estado, a redução reflete a melhoria nas estratégias preventivas de assistência na rede pública de saúde do governo, como investimentos em saneamento básico, além de iniciativas rotineiras e campanha de imunização.
 
“Esta é uma marca histórica fruto de um trabalho conjunto e contínuo entre o Estado e os 645 municípios. As iniciativas e ações preventivas voltadas para a saúde da mulher e da criança fizeram com que São Paulo chegasse a um patamar único em sua história. O objetivo agora é ainda mais desafiador e vamos trabalhar para continuar diminuindo estes índices”, destacou o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

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