O nível do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) segue em queda e operava, até segunda-feira (13), com 37% da capacidade total. O volume de água armazenada caiu 0,4% em menos de 15 dias. No último dia 30, o sistema registrou a oitava queda consecutiva neste ano. As cinco represas da região operam com volume abaixo dos 50%. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Até 30 de novembro, o Spat operava com 37,4% da capacidade total. O volume de água armazenada caiu 23,4% durante os últimos oito meses. Em 30 de março o nível estava em 60,8%.
Os únicos aumentos registrados pelo Spat no ano foram de janeiro para fevereiro (56,9% saltou para 60,6%) e de fevereiro para março (60,6% subiu para 60,8%). Depois disso, foram oito quedas consecutivas. A maior delas ocorreu de junho para julho (54,4% caiu para 49,5%, ou seja, 4,9%).
De acordo com os dados da Sabesp, um dos motivos da queda do volume operacional do Spat foi a pluviometria acumulada. Em junho, mês em que houve a maior queda do nível do Sistema Alto Tietê, foram acumulados apenas 15,5 milímetros (mm) de pluviometria – a menor do ano. Para se ter ideia, a média histórica do mês era de 56,8 milímetros, ou seja, mais que o triplo do que foi acumulado. Já a maior pluviometria acumulada no ano ocorreu em janeiro (189,4mm).
Represas
Até a tarde de segunda-feira (13), as cinco represas operavam abaixo da metade do volume de água em relação às capacidades. A primeira do ranking é a Ponte Nova, localizada em Salesópolis, que opera com 40,20%. Na sequência vem Taiaçupeba, que fica entre os municípios de Suzano e Mogi das Cruzes, que armazena 39% da capacidade total de água. Já a represa de Biritiba Mirim está com 34% do volume preenchido. Além dela, a barragem de Jundiaí, situada uma parte em Mogi, opera com volume de 28,68%. Com o menor volume entre as cinco da região, a represa Paraitinga, localizada em Salesópolis, tem apenas 22,68% de sua capacidade total armazenada.