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Cidades

Alto Tietê pede ao Estado remédios e campanha após disparada dos casos de gripe

Câmara Técnica de Saúde reforçou a importância das medidas não farmacológicas para controle de doenças

22 dezembro 2021 - 05h00 Por de Suzano
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) enviou ofício ao Governo do Estado expondo a preocupação com o aumento dos atendimentos e solicitando abastecimento do medicamento, bem como a realização de campanha de conscientização para que a população mantenha as medidas protetivas.
 
Os municípios da região vêm registrando um aumento considerável nos atendimentos a pacientes com sintomas respiratórios nas unidades de saúde nos últimos dias.
 
Dados levantados pela Câmara Técnica de Saúde apontam um aumento que varia de 30% a 60% nos registros de atendimentos nos municípios, tanto para crianças como para adultos.
 
De acordo com a coordenadora, Adriana Martins, estes dados são preocupantes e a melhor forma de controlar a disseminação de doenças respiratórias é a manutenção das medidas não farmacológicas como uso de máscara facial, álcool em gel e distanciamento.
 
“Os municípios estão realizando os atendimentos e monitorando os casos, mas a população precisa estar consciente de que a pandemia não acabou, que a ômicron, nova cepa da Covid-19, já está circulando no Brasil em transmissão comunitária e que as medidas de proteção são fundamentais para evitarmos o contágio”, disse.
 
A condição do estoque do medicamento Oseltamivir, que é administrado em casos de sintomas respiratórios como medida de diminuição de agravos e, consequentemente, controle da transmissão viral, também foi destacada como um fator preocupante para os gestores. 
 
Na maioria dos municípios da região o estoque do medicamento está em baixa e não há previsão de novos envios por parte do Governo do Estado.
 
“Tudo isso reforça a necessidade de mantermos a cautela e continuarmos a seguir os protocolos como uso de máscaras faciais, uso do álcool em gel para higienização frequente das mãos e, apesar de ser um período de festas, ainda é preciso evitar aglomerações para que todos estejam protegidos”, reforçou Adriana.

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