Os sindicatos de Suzano e Região consideram insuficiente o valor proposto para o reajuste do salário mínimo para o próximo ano. A correção foi definida em R$ 1.210 pelo deputado federal e relator do Orçamento de 2022, Hugo Leal (PSD). O número representa um aumento de 10,04% em relação aos R$ 1.100 vigentes em 2021.
Segundo representantes dos sindicatos trabalhistas, o valor é aquém do necessário e não é compatível com os gastos das famílias brasileiras. Além disso, os sindicalistas também criticam o fato da correção não possuir aumento real, acima da inflação.
“A correção proposta é a mínima da mínima. É um reajuste injusto, já que além de tudo, não tem aumento real. O maior prejudicado continua sendo o trabalhador, que perde o poder de compra todos os anos”, relata o presidente do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região, Márcio Cruz.
Na correção proposta, é considerada apenas a reposição da inflação acumulada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado como referência para o reajuste do salário mínimo.
Baseado nisso, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Alves, também avalia que o valor proposto é insuficiente e não comporta os gastos básicos da população. O representante também lembra que o pagamento é injusto com os aposentados.
“A questão é bem simples. Infelizmente uma família não consegue se manter com o que é pago.
A maioria que recebe salário mínimo paga aluguel, então grande parte do valor fica aí. Sem contar alimentação, IPTU e outros gastos comuns”, avalia.
Presidente do Sindicato Rural de Suzano, Ricardo Suchiya percebe o valor abaixo do necessário do salário mínimo, apesar disso, ele explica que o reajuste não é o maior problema para os trabalhadores da área.
Além das mudanças climáticas, os produtores rurais enfrentam as dificuldades do aumento no valor dos insumos. Com isso, todo o setor foi prejudicado. “O que tem maior impacto para nós é o aumento no preço dos insumos. São aumentos que preocupam e no fim das contas nos trazem mais prejuízos, como a alta da gasolina, fertilizantes e até a energia elétrica”, explica.
De acordo com o presidente da entidade, o setor foi impactado com o aumento de cerca de 46% no valor do combustível e mais de 156% no preço dos fertilizantes.