O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Mogi e Região (SindSaúde) defende o início imediato da campanha de vacinação contra a Covid-19 em crianças. A entidade avalia que se as crianças de 5 e 11 anos já tivessem sido vacinadas, muitos óbitos poderiam ser evitados.
De acordo com a diretora regional do SindSaúde, Katia Aparecida dos Santos, a campanha de imunização desta faixa-etária poderia ter ocorrido quando os municípios registraram sobras de vacina, motivada por faltosos que escolheram não se vacinar.
“Nós avaliamos que a vacinação em crianças já devia ter acontecido, especificamente quando as cidades ficaram com doses ociosas de sobra. Quando os negacionistas não quiseram as vacinas, poderiam seguir com as crianças”, comenta Kátia.
No último dia 19, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão sobre vacinar crianças entre 5 e 11 anos deverá sair em janeiro. Até lá, o Sindsaúde cobra agilidade das autoridades.
Apesar de defender que a campanha seja iniciada com urgência, a representante da entidade lembra que as prefeituras já fazem “o trabalho de casa”, mas dependem de autorização de órgãos superiores.
“Percebo que as prefeituras já estão mobilizadas para dar início à mais essa etapa da vacinação, mas ainda assim, dependem dos órgãos superiores. Desde à nível estadual como a nível federal”, explica.
Para impulsionar ainda mais o alcance da vacina, Kátia também defende o reforço das equipes de saúde, tanto para as aplicações como para o atendimento para os casos recentes de gripe. Segundo ela, o aumento considerável no índice de casos acende o alerta e aumenta a importância das campanhas serem reforçadas.
“O reforço de funcionários é uma necessidade independente de ter vacinação para crianças ou não. Mesmo para os atendimentos normais nas unidades de saúde, é importante que as equipes sejam reforçadas. Uma gripe dessa fora de época é de assustar e serve de alerta”, completa.