Suzano registrou, em 2021, média de 15 a 20 denúncias de mulheres agredidas.
Segundo a presidente da Comissão da Mulher Advogada de Suzano, Maria Margarida Mesquita, responsável pela Sala Rosa, o motivo do baixo número é devido a pandemia da Covid- 19, que “obrigou todas as pessoas ficarem em casa e conviver 24 horas com agressores”.
Os atendimentos são para mulheres que sofrem um dos cinco tipos de violência - física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Além desses tipos de violência, estão sendo atendidos também casos de crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual ou psicológico.
“Atendemos a média de 15 a 20 mulheres por mês que procuraram pelos serviços da Sala Rosa, e a maioria das denúncias de violência doméstica era de casos que o agressor maltratava fisicamente e psicologicamente”, disse.
Uma das implementações feitas em 2021 com êxito foi a Delegacia da Mulher on-line.
A expectativa para 2022 é que a violência doméstica diminua. “Um dos métodos para conter o agressor, é a patrulha Lei Maria da Penha. Quando a mulher denuncia e o juiz assina a medida preventiva, a patrulha recebe o ofício para monitorar a mulher, evitando que o agressor não chegue perto e não aconteçam casos de feminicídio”, afirma.
Um dos projetos para este ano é fazer uma divulgação da eficácia da Lei Maria da Penha. E contar com o apoio das pessoas para que as mulheres se sintam mais acolhidas e livres para irem à sala rosa e denunciar os maus tratos.
“Queremos divulgar todos os trabalhos que têm o objetivo de ajudar as mulheres que sofrem violência doméstica, existentes em Suzano. Fazendo palestras nas escolas, por meio de lives, entrevistas, e na sociedade por meio de distribuição de materiais informativos. Assim juntos traremos segurança à essas mulheres”, finaliza Margarida Mesquita.