A terça-feira de Carnaval nas cidades do Alto Tietê ficará sem desfiles, blocos ou qualquer outra festa relativa à data.
Entre o final do ano passado e início deste ano, as prefeituras anunciaram, em decisão conjunta, o cancelamento do Carnaval de 2022. Além das questões pandêmicas que exigem a continuidade dos protocolos sanitários serem seguidos, as administrações municipais somam as questões financeiras como motivos para o cancelamento.
Em Suzano, a confirmação da suspensão do Carnaval foi adiantada, quando o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) fez o anúncio em entrevista coletiva no ano passado.
A Prefeitura também publicou nota em suas redes sociais explicando que a medida foi tomada após estudo técnico da Secretaria Municipal de Saúde junto ao Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19).
Situação parecida em Mogi das Cruzes, onde o prefeito Caio Cunha (Podemos) publicou nota que detalhou a decisão de suspender o Carnaval na cidade, citando a prioridade de direcionar a verba pública para outras áreas.
Em Poá, o cancelamento também foi confirmado. O Executivo lembrou que segue dezenas de cidades do estado de São Paulo, frente à pandemia da Covid-19 e das circunstâncias econômicas de todo o País.
Em janeiro deste ano, o município, inclusive, decretou estado de calamidade financeira e precisou adotar diversas medidas de contingência visando a reorganização da saúde financeira da cidade.
Arujá, Santa Isabel, Salesópolis e Biritiba Mirim também anunciaram a suspensão dos eventos de Carnaval. Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba também optaram pelo cancelamento do Carnaval.
Mesmo sem a folia, vendas de fantasias crescem no setor infantil em Suzano
Em Suzano, não haverá festas de Carnaval públicas, por conta das restrições da pandemia do novo coronavírus.
Mesmo assim, nas lojas de artigos de festas as vendas de fantasias cresceram no setor infantil. Os vendedores explicam que por conta do retorno das aulas presenciais, muitas escolas optam em fazer festas para comemorar o Carnaval.
A gerente da Miamor, Cristina da Silva, conta que houve um aumento de 50% nas vendas de fantasias. Porém, ressalta que a maioria das fantasias vendidas eram infantis.
“Devido a vacinação de crianças ter alcançado cerca de 80% imunizados, muitas escolas optaram em fazer as festas de Carnaval para comemorar o retorno das aulas presencial”, diz.
Situação parecida foi avaliada pela proprietária da loja Anna Lee, Ligia Ubeda, que também aumentou as vendas na semana passada das fantasias infantis. No entanto, avalia que para o setor adulto houve poucas vendas de fantasia, porque este ano não teve bloquinho de rua.
“A faixa de preço varia em torno de R$ 70. As fantasias de meninos mais procuradas foram de super-herói, especialmente homem aranha”, opina. Para este Carnaval a vendas de fantasias de princesa e fadas diminuíram, é o que conta vendedora da loja Bianca Lazuk, Gabriella Campos, houve muita procura de fantasia na versão feminina de super-heróis
“Acredito que por conta dos recentes lançamentos de filmes de super-herói, aumentou a procura. Inclusive, fiz pedido para fantasia de Batman na versão feminina. A faixa de preço varia de R$65 a R$120”, conta