O Sindicato Rural de Suzano quer voltar a discutir o projeto do Mercado Municipal. A entidade se mostra favorável à construção do mercado na cidade, semelhante ao de Mogi das Cruzes.
Segundo o presidente do sindicato, Ricardo Sato Suchiya, o projeto está parado por conta de outras prioridades do município. Para ele, um Mercado Municipal beneficiaria o consumidor e o próprio município. “Creio que o projeto voltará a ser discutido de maneira definitiva. Em resumo, sempre fomos totalmente favoráveis a este tipo de equipamento”, disse o presidente.
Entretanto, o chefe do sindicato faz algumas ressalvas. “Poucos produtores rurais poderão usufruir do Mercadão como consumidor. Não haverá mudanças ou mesmo um aumento de produção. Vai permanecer como está”, explica.
“Como sindicato, apoiando o desenvolvimento econômico e turístico da cidade, vemos com bons olhos este projeto. Para os nossos produtores, especializados no segmento de agronegócios, não terá mudanças”, complementa.
Prefeitura
Consultada, a Prefeitura de Suzano informou que, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), está priorizando a atenção no setor da saúde, visando melhorias nos serviços prestados à população. Entretanto, a viabilização do projeto continua em estudos técnicos, segundo informou a Prefeitura. Ainda de acordo com o órgão, possíveis áreas estão sendo analisadas para receberem o prédio do futuro Mercado Municipal.
Ainda segundo a Administração Municipal, o projeto do Mercado Municipal é considerado importante para o desenvolvimento econômico de Suzano.
Setor Agrícola
Ricardo Suchyia também comentou sobre a situação da categoria. Segundo ele, Suzano tem uma produção agrícola bastante significativa. O município corresponde a maior parte de produção de hortaliças folhosas como rúcula, alface, couve, salsa e espinafre, segundo informou o presidente da entidade. “Esses produtos são parte da cesta básica da mesa do brasileiro”, ressalta.
O presidente notou um crescimento no consumo de produtos agrícolas, entretanto o produto
não tem acompanhado o repasse dos custos de produção. “Dentro da cadeia produtiva, o produtor rural não consegue agregar o aumento dos custos, pois o consumidor não aceita pagar mais. O brasileiro não reconhece o aumento dos custos do consumo básico, quando não imputa a inflação aos produtos agrícolas”, resume.
Com a chegada da Covid-19, os custos começaram a crescer. O dólar passou a ter variações. Os combustíveis e a energia passaram a subir. Os defensivos e os fertilizantes também aumentaram de preço. Tudo isso, segundo Suchyia, prejudicou o setor. “Os custos de produção praticamente não fecham contabilmente”. A guerra entre Rússia e Ucrânia ainda não trouxe prejuízo para a categoria. O presidente do sindicato ainda não sabe quais reflexos a guerra trará para o setor. Por isso, o sindicato vem orientando os produtores a realizar uma gestão de contenção e prudência financeira.
“Há muito tempo oferecemos cursos de capacitação pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A ideia é que o produtor consiga encontrar outras alternativas para substituir os defensivos e fertilizantes. A aceitação, quando não havia pressão dos custos, foi baixa. Agora o produtor começa a enxergar a necessidade de alternativas sustentáveis”, finalizou.