Suzano caiu quatro posições em ranking de saneamento, mas ainda lidera entre as cidades da região. O município estava em 10º e caiu para 14º entre as 100 cidades melhores avaliadas pelo relatório do Instituto Trata Brasil.
Mogi das Cruzes também aparece no relatório, mas na posição 54. O município regrediu 10 posições. Até o ranking anterior a cidade estava em 44º.
Itaquá é a terceira cidade, com números próximos aos de Mogi. Apesar disso, ela é a única que cresceu em posições. O município passou da 70ª colocação para 52ª.
O relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano de 2020, publicado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.
Dados municipais
Segundo o relatório, Suzano aparece com 100% quanto ao atendimento da cidade com água tratada. Enquanto no tratamento de esgoto, 93,09% são atendidos.
Em Mogi são 91,47% da população atendida por água tratada. A cidade também tem 86,9% da cidade com esgoto tratado.
Por fim, Itaquá, que cresceu no ranking, os registros indicam 100% para atendimento de água e 72,04% do esgoto.
Nacional
No País há também esta realidade. Mais de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada em todo o País. Além disso, 100 milhões não têm coleta de esgoto. Ao mesmo tempo, apenas 50% do esgoto é tratado no Brasil.
Estes são apenas alguns dos destaques do atual cenário do saneamento básico no Brasil, segundo um estudo do Instituto Trata Brasil divulgado nesta terça-feira (22) para celebrar o Dia Mundial da Água. O documento considera os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2020.
Para entender melhor a situação do país, o estudo analisa os indicadores de saneamento das 100 maiores cidades do país, que concentram aproximadamente 40% da população brasileira.
Essa situação é ainda mais grave quando são comparadas as 20 melhores com as 20 piores do país, segundo Pretto. “Existe uma discrepância muito grande. A população atendida com coleta de esgoto nas melhores é de 95,5%, enquanto que, nas piores, é de 31,8%”, diz.
A presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, destaca que a melhora da maioria dos indicadores é positiva, mas o ritmo é abaixo do esperado. “A tendência de melhora é baixa. Nós vemos um ganho de 0,9, 1,2 e 1,9 ponto percentual nos indicadores, o que ainda é muito pouco para a realidade que nós temos no país”, diz.