O número de processos trabalhistas no Alto Tietê cresceu 9,58% em 2021. A região registrou 14.383 processos no ano passado. Em 2020, foram contabilizados 13.125. No total, foram 27.508 casos registrados nos dois anos anteriores. Desde o início de 2022, foram 3.675 processos. Os dados são do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT).
Mogi das Cruzes registrou 5.213 processos trabalhistas em 2020. O número subiu para 5.522 em 2021, uma variação de 5,93%. Neste ano, a cidade havia registrado 1.536 casos até a última quarta-feira (14). Segundo o TRT, o número também abrange as cidades de Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis.
Em Suzano, foram contabilizados 2.329 em 2020. No ano passado, o número cresceu para 2.513. O crescimento foi de 7,90%. Desde o início do ano, Suzano contabiliza 550 ações trabalhistas.
Em Itaquaquecetuba, o número era 2.193 em 2020 e subiu para 2.512 no ano seguinte, apresentando uma variação de 14,55%. Neste ano, Itaquá possui 612 casos. Poá fechou 2020 com 1.111 processos trabalhistas. Em 2021, o número de processos subiu para 1.142. Por lá, a variação foi 2,79%. Desde janeiro, Poá soma 317 processos em 2022.
Já Ferraz de Vasconcelos apresentou a maior variação entre as cidades da região. Em 2020, foram 831 processos. No ano seguinte, a cidade registrou 1.134, o que representa uma variação de 36,46%. Neste ano, a cidade soma 252 processos.
Por fim, Arujá fechou 2020 com 1.448 processos. Em 2021, a cidade também apresentou crescimento de 7,73%, registrando 1.560 casos. Os números de Santa Isabel estão abrangidos no Fórum de Arujá, segundo informou o TRT.
De acordo com a advogada Cassia Rong Marin, os números são reflexos da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Neste período, muitas empresas fecharam as portas. Isso fez com que muitas pessoas fossem atrás dos seus direitos.
“O empregado acaba recorrendo à Justiça querendo os seus direitos. Pela via administrativa dificilmente ele consegue. As despesas não param de chegar. Atualmente, o empregado trabalha hoje para pagar amanhã. Não há outra alternativa a não ser ir em busca dos seus direitos”, disse a advogada, que possui um escritório no Centro de Mogi das Cruzes.
Segundo ela, o processo é iniciado 6 meses após a sua distribuição. O objetivo é buscar um acordo entre as partes na primeira audiência. Nem sempre isso acontece. “O judiciário tem optado por esse caminho. Se não houver acordo, o caso é levado para litígio”, finalizou.