Farmácias de Suzano revelam estar sofrendo com falta de antibióticos. De acordo com os proprietários e funcionários dos estabelecimentos, o problema pode estar relacionado a uma falta de insumos nos laboratórios.
O problema não é exclusivo de Suzano. Hospitais (públicos e privados) e farmácias de São Paulo e de outros Estados têm relatado falta de medicamentos. De acordo com a reportagem do jornal Correio Braziliense, os medicamentos vão desde produtos básicos como antibióticos e dipirona injetável, a remédios de alto custo, utilizados no tratamento de doenças como lúpus, Guillain-Barré e Síndrome de Crohn.
Ainda segundo a reportagem, secretarias de Saúde e entidades do setor relataram problemas no fornecimento pelo Ministério da Saúde e dificuldades na importação do insumo. A guerra na Ucrânia, o lockdown na China e protestos de funcionários em portos e aeroportos seriam um dos motivos desta dificuldade.
O gerente de uma drogaria do Centro de Suzano, Wolnei Donizete Ferreira, de 58 anos, confirmou a falta dos medicamentos. “Está acontecendo e faz tempo. Está faltando vários tipos de antibióticos”, afirma.
Ele acredita que o reajuste de quase 11% no preço dos remédios também causou o problema. O reajuste foi reivindicado pelos laboratórios farmacêuticos. O Governo Federal aprovou o reajuste no início do mês. “Eles seguraram para obter esse reajuste”, relata o gerente.
Luiz Humberto Tomazzini, de 40 anos, também confirmou a situação. Ele é proprietário de uma farmácia localizada na Rua Baruel, também no Centro de Suzano. Por lá, está faltando dipirona injetável e antibióticos em suspensão, como amoxicilina e ceporexina. “Aparecem pontualmente. A maioria dos laboratórios está sem. Surge pontualmente em alguns, mas acaba. Não temos outras alternativas”, explicou.
Uma gerente, que preferiu não se identificar, também relatou a falta de antibióticos em suspensão. Ela atua em outro estabelecimento no Centro da cidade. Ela não teve autorização para detalhar o assunto.
O DS também procurou hospitais particulares da cidade. O Santa Maria de Suzano confirmou que tem passado por problemas pontuais na aquisição de medicamentos. Entre eles, a ocitocina injetável, neostgmina (1ml injetável), tramadol 100 ml (1ml injetável), cloreto de sódio 0,9% 1000 ml e ringer lactato 500ml.
Com a ausência desses remédios, a saída foi a substituição por produtores similares e com o mesmo efeito. De acordo com o hospital, os medicamentos estão dentro do critério de qualidade junto aos fornecedores, não trazendo nenhum prejuízo no atendimento aos pacientes.
O DS consultou outros hospitais particulares, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.