Sindicalistas das cidades da região veem o Dia do Trabalho, 1º de Maio, como uma data de reflexão. Os avanços dos trabalhadores precisam prosseguir.
As categorias do Alto Tietê se reúnem, neste domingo para um Ato Unificado, em São Paulo, para reivindicar melhorias.
Segundo os líderes da categoria não há motivos para comemorar a data. É um momento de se reunir e lutar por melhores condições de trabalho.
A diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Mogi e Região (Sindsaúde) Katia Aparecida dos Santos diz, que durante a pandemia não houve um momento de união dos sindicatos e neste domingo vai ser a primeira vez, depois de dois anos, que estarão reunidos para reivindicar melhorias.
“Vai ser um ato democrático para debater as melhorias das classes trabalhadoras. Todos os sindicatos estarão presentes. O momento é para reivindicar e não comemorar ”, conta.
Os sindicatos da região vão se reunir neste domingo, às 10 horas, na Praça Charles Miller – Pacaembu, para um Ato unificado do Dia do Trabalhador.
A expectativa é intensificar a luta por mais direitos, mais empregos e renda, política de valorização do salário mínimo, mais investimentos em educação, saúde e transporte e aposentadoria digna.
No dia também haverá shows gratuitos dos seguintes cantores: Leci Brandão, Dexter, Daniela Mercury, Francisco El Hombre e DJ Kl jay.
Estarão presentes os sindicatos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central Única dos Trabalhadores do Brasil, Força Sindical, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Nova Central (NCST), Pública Central do servidor e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Claudio Aparecido dos Santos, mais conhecido como Ted, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Suzano, reitera que não há motivos para comemorar a data. Ele destaca que não estará presente no ato deste fim de semana. “O País está passando por um desgoverno que não apoia os trabalhadores das indústrias, o somente o empresário e bancários. Há mais de 19 milhões de desempregados no país. Como fazer festa se o pai de família não tem emprego”, argumenta.
Ted também diz que nesta data tem que ser feitos atos de apoio aos trabalhadores pelas lutas pelos direitos dos servidores. “Um ato que demonstra a indignação dos trabalhadores do governo”, diz. Ele ainda destaca que os servidores estão em luta constante para melhorias salariais e as reivindicações de trabalhos.
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Biritiba Mirim e Salesópolis não vai participar do ato deste domingo (1). Mas indiretamente vai participar porque é filiado à UGT. O sindicato vai participar durante o mês de maio das ações da Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecomerciários), promoverá eventos que defendem o direito dos trabalhadores.
Para o presidente, não há motivos para comemorar o Dia do Trabalho. Tem que ser melhorado em termos de defesa dos direitos e de melhoria das condições de vida dos trabalhadores de modo geral. “Mas manter uma chama de esperança acesa, sempre trabalhando para concretizar esse avanço”, conta.