Com o aumento constante no preço dos insumos, os produtores rurais diminuem a produção de hortaliças para não terem prejuízos. A condição estável da temperatura no outono é favorável para o crescimento e desenvolvimento com qualidade das verduras.
Desde janeiro, a Petrobras anunciou mais de três vezes o reajuste no preço dos combustíveis. No setor rural esse aumento influencia também o preço dos insumos: fertilizantes e adubo, os produtores rurais optam por diminuir a capacidade produtiva para não haver demissão e nem prejuízos.
“Se tiver o aumento desses produtos em escala descontrolada os produtores não terão outra alternativa senão produzir o mínimo, apenas para sobreviver”, explica o presidente do Sindicato Rural de Suzano, Ricardo Sato Tsuchiya.
Ele destaca ainda que os efeitos da guerra da Ucrânia não chegaram aos produtores, mas em breve vai haver um custo maior em produtos que são importados e exportados. “O que se observa ainda é o efeito da pandemia em relação aos preços dos produtos”, afirma.
Em meados de maio, o clima do outono tem condições climáticas mais estáveis, as hortaliças se desenvolvem e crescem com qualidades melhores para o consumo e não há tanta perda para os agricultores.
No inverno pode haver perda de qualidade em função das geadas. Hoje quem produz aprende técnicas para manter a produção, uma dessas técnicas é o cultivo protegido.
É uma técnica que pode ser usada em diferentes cultivos de vegetais. A finalidade é minimizar os efeitos do clima, pragas e doenças na plantação. Existem diversos tipos destes cultivos, sendo que cada um tem uma finalidade diferente.
Ele ressalta que mesmo o clima favorável, este ano, vai haver uma baixa demanda no consumo das hortaliças. O contínuo aumento no preço dos insumos e a alta inflação que afeta a economia da população consumidora gera uma baixa demanda aos produtores e influência em demissões devido ao elevado preço para produzir.
“A tendência é que os preços das hortaliças caiam. É um período crítico para todos os setores”, conclui.