As chuvas de maio não foram o suficiente para manter ou elevar o nível de água do Sistema Produtor Alto Tietê (Spat). Com volume operacional de 63,5% no dia 2 de maio, despencou para 62,5% - percentual registrado nesta quinta-feira (2), ou seja, caiu 1%. Junho foi o primeiro mês de 2022 que registrou queda no nível de água. Todas as cinco represas da região estão com armazenamento acima de 50%. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
A queda de 1% do armazenamento de água do Spat se deve a pluviometria acumulada durante maio. A pluviometria acumulada no mês foi de 53,4 milímetros. Deste total, 30,1 milímetros de pluviometria foram acumulados na primeira quinzena de maio. No entanto, o acumulado foi menor do que a média histórica do mês, que é de 69,4 milímetros.
Desde o início do ano, o nível do Spat aumentou em 22,1%. Em 1º de janeiro, o armazenamento de água era de 40,4%.
Com data base o dia 2 de cada mês, até abril todos os meses registraram aumento no nível de água do Spat. De janeiro para fevereiro, por exemplo, subiu de 40,9% para 52,4%. Já em março saltou para 56,3%. E em abril aumentou para 60,1% e, em 2 de maio, saltou para 63,5%. No entanto, as chuvas do mês não foram o suficiente para aumentar o nível mais uma vez. Nesta quinta-feira (2), o Spat registrava 62,5% da sua capacidade.
Represas
Até esta quinta-feira (2), todas as represas da região operavam acima de 50%. A primeira delas é a barragem de Paraitinga, localizada em Salesópolis, que conta com 80,37% da capacidade.
Na sequência vem a barragem de Jundiaí, situada uma parte em Mogi das Cruzes, com 75,78% do seu volume total.
Já a represa de Biritiba Mirim tem 63,04% da capacidade total armazenada.
Por outro lado, a represa Ponte Nova, situada em Salesópolis, armazena 58,46% da capacidade total.
Com o menor volume entre as cinco da região, a represa de Taiaçupeba, que fica entre os municípios de Suzano e Mogi das Cruzes, operava com 58,45% de água.