O Sindicato dos Bancários se prepara para negociar reajuste salarial de 5% e mais benefícios de saúde aos bancos da região. A data limite do acordo é até 1º de setembro.
Ainda segundo os bancários, a chegada da tecnologia nos aplicativos dos bancos influenciou a demissão de 230 funcionários, ao longo de cinco anos. Sendo que durante a pandemia foram contabilizadas 60 demissões.
No Alto Tietê são 70 agências participantes da base do sindicato de Mogi das Cruzes, que inclui os municípios de Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis.
O presidente dos Sindicato dos Bancários e Financiários de Mogi das Cruzes e Região, Clayton Teixeira Pereira, disse que foi feita uma pesquisa com os bancários da região para decidir as reivindicações da categoria.
Entre elas, está a proposta de repor a inflação mais 5% do valor para o reajuste salarial.
“As pautas já passaram pelo Congresso da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e agora seguem em negociações com os bancos. A data limite é até 1º de setembro para fechar o acordo, espero conseguir todas as reivindicações”, explica.
O presidente completa, que durante a pandemia os bancos obtiveram um lucro alto. Diante deste cenário, acredita que a proporção do reajuste é satisfatória para as agências aderir.
“O lucro dos bancos foi alto. Nada mais justo que a classe operante receba uma porcentagem”, comentou.
Outro pedido da classe é o direito à carga horária que garanta mais saúde, tanto física quanto psicológica aos trabalhadores.
Além disso, pede garantia de emprego e mais bancários para proporcionar um atendimento de qualidade aos clientes.
Com a chegada dos aplicativos de banco, os empregos dos bancários foram impactados. Nos últimos cinco anos, houve 230 demissões e com a pandemia foi acumulado 290 funcionários demitidos.
“Houve muitas demissões nos últimos anos. Por isso a reivindicação de garantia de emprego e o pedido de mais trabalhadores. Dessa forma, os funcionários proporcionam um atendimento de qualidade aos clientes sem medo de perder o emprego”, afirma.
Uma modernidade nova nos aplicativos de banco, chamada PIX , influenciou a queda do movimento nas agências. No entanto, o presidente avalia que o fácil acesso ao Pix pode gerar um perigo para a população.
“Atualmente parte dos movimentos nos bancos é de pessoas que não sabe manusear a tecnologia dos aplicativos. Já a população que sabe, nem no caixa eletrônico vão mais. Usam apenas o Pix, uma ferramenta fácil para transferência de dinheiro, e mais fácil para cair em golpes ou roubo”, completa.