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Cidades

Família autoriza doação de órgãos de suzanense de 39 anos para salvar vidas

Diretora-administrativa da Santa Casa de Suzano, Pollyanna Souza, esposa de Alex, conta que a decisão da doação dos órgãos foi feita em família

24 julho 2022 - 17h00 Por Guynever Maropo - de Suzano
Os familiares de Luciano Alex, de 39 anos, escolheram levar esperança para outras famílias e autorizar o transplante de todos os órgãos do suzanense. Alex faleceu na última segunda-feira (11), em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH) e depois diagnosticado com Morte Encefálica.
 
A diretora-administrativa da Santa Casa de Suzano, Pollyanna Souza, esposa de Alex, conta que a decisão da doação dos órgãos foi feita em família.
 
A princípio os pais de Alex não concordaram. Mas o seu cunhado, operador de máquina industrial, Leandro Vagner da Silva, conversou com os pais. Vagner aconselhou aos pais que o milagre esperado pela família seria realizado em outra família, com a doação. “O milagre que estamos esperando pode não acontecer aqui. Mas em outros locais, como já presenciamos o coração do meu irmão sendo levado para um receptor em Botucatu. Foi uma decisão importante para ajudar as pessoas que ficam anos em fila de espera”, diz o irmão.
 
Pollyanna explica que para o seu sogro Alex virou herói. Segundo ela, o sogro decidiu fazer a doação de todos os órgãos, tanto para transplante, quanto para estudos. “Ele disse : pode doar. Em quanto mais lugar meu filho estiver, está bom”, comentou.
 
Na última terça-feira (12), o helicóptero pelicano da Polícia Civil pousou em uma área da Rua Baruel e buscou o coração doado. O coração foi transportado para Botucatu, onde está o novo receptor do coração.
 
“Foi um dia inesquecível. Consegui acompanhar a equipe levando o coração do meu marido. Agora vai estar batendo em outra pessoa. Neste momento o milagre aconteceu, vai presentear uma família que aguardava há anos”, afirma Pollyanna.
 
A esposa acrescenta que deseja conhecer o receptor do coração e também do fígado. “Vou buscar informações para saber quem são os receptores. Quero abraçar essas pessoas e ver de perto o milagre que meu marido proporcionou. Quem sabe até beber uma cerveja com o ‘novo’ dono do fígado”, comenta.
 
Para a família esta ação é um incentivo para que mais pessoas façam o mesmo. A diretora da Santa Casa, reforça que esta foi a primeira doação de coração que o hospital realizou. “A ação vai incentivar outras famílias a fazer o mesmo. O processo é demorado, porém saiba que vai beneficiar a população”, acrescenta a diretora.
 
“Esta situação foi difícil. Mas vai me ajudar a confortar outras famílias que vivenciaram o mesmo”, conclui.

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