Consumidores estão sofrendo com a falta de remédios básicos disponíveis nas prateleiras das farmácias. Antibióticos, antialérgicos, soros fisiológicos, xaropes, remédios infantis, entre outros itens estão em escassez.
A razão por trás, se resume em falta de matérias-primas, alegam laboratórios aos farmacêuticos. A carência no estoque começou por volta de dezembro do ano passado.
De acordo com relatos, o cenário ficou ainda pior com os recentes surtos de gripe e Covid-19. Para o farmacêutico, João Vitor de Carvalho, da Drogaria Hygia Farma, o momento é desanimador.
“Está faltando quase todos os medicamentos. Dipironas, amoxicilina, analgésicos, expectorantes e até mesmo algumas injeções. Os laboratórios só nos dizem que falta matéria-prima”, afirma João, que completa: “Às vezes conseguimos um genérico, mas é literalmente ir de farmácia em farmácia para ver se acha. Quando não tem, não tem o que fazer. Ou procura, ou pede para o médico substituir por outro tipo de medicação”.
A gerente da farmácia Remédio Popular, Aline de Freitas, relata um cenário muito semelhante. “Está faltando tudo e mais um pouco, até coisas simples do cotidiano, e não sabemos o que acontece, não há uma nota oficial. Já vimos sobre matéria-prima, mas é estranho faltar até mesmo para soros fisiológicos, né?”, disse.
A gerente ainda vai além, citando o problema com as exportações da China nos portos nacionais, e também um possível problema de logística nas embalagens como empecilho para o reabastecimento das prateleiras.
Entre os medicamentos que estão em falta, Aline cita os antialérgicos, remédios para gripe, antibióticos e também os expectorantes.
“Os consumidores primeiro nos dão bronca. Vai fechar, não tem remédio nenhum! Eles falam, mas é um problema geral”, encerra.
Para a gerente da farmácia Bifarma, Priscila Moraes, a situação não é diferente.
“Aqui está faltando bastante coisa também. Remédios para gripe, antibiótico, expectorante... desde o final do ano passado, e recentemente a situação agravou com o aumento dos casos de gripe”, afirma.
A gerente ainda continua dizendo que para o estabelecimento, é sem dúvida, uma conjuntura negativa.
“Se tivermos opções, ainda conseguimos oferecer algo similar, se não, para o cliente, é sair procurando de farmácia em farmácia o medicamento”, completa.