Os moradores do bairro Meu Sossego denunciam o incômodo causado pelo alto volume de músicas, em recorrentes festas de chácara localizada na Rua Paraná. A vizinhança é rodeada por casas de campo e vive afastada do movimentado centro urbano.
Segundo relatos, nos últimos dois meses, as festas têm frequência de ocorrer toda a semana, aos finais de semana e em alguns casos, em dias úteis. A comunidade afirma que as denúncias feitas à Polícia Militar e à Guarda Civil Municipal não dão resolução alguma.
Para Doughan Moraes, o cenário é muito incômodo. “O que acontece mesmo é o dono alugando para festas, que duram o dia inteiro, já teve vez que durou de sexta-feira até terça-feira. Já chamamos a Guarda Civil Municipal, acionamos a Polícia Militar, ouvidoria, mas não adiantou”, disse Doughan, que completa: “Compramos um medidor de decibéis, que medimos na madrugada e chega a bater 90. Mesmo com a divisão de muro, e alguns metros de distância”.
O limite permitido de decibéis, pela Lei do Silêncio, é de 50, no período noturno (das 20h até às 7 horas).
O vizinho próximo a chácara, Matheus Gabriel, comenta a perturbação vivida. “Às vezes é a semana toda tocando música até de madrugada. Muito complicado. Está acontecendo direto, é coisa de conseguir ouvir de muito longe. A gente tem muito problema na hora de dormir”, afirma.
O DS conversou ainda com um terceiro morador, mas que preferiu não ser identificado.
Ele diz estar bem desanimado com toda a situação. “Sou cardíaco e hipertenso, preciso até ficar tomando mais remédios nesses tempos. Já tivemos que pegar nossas coisas e ir até um hotel na cidade para dormir. Estamos muito desanimados por aqui. O bairro se chama ‘Chácara Meu Sossego, mas está mais para ‘meu inferno’”, relata.
Em nota, A Secretaria de Segurança Cidadã de Suzano informa que tem conhecimento desta situação e que GCM já chegou a ser acionada para o endereço mencionado por causa de perturbação de sossego e que em todas as vezes o volume da música era reduzido diante da aproximação das equipes, o que dificulta o flagrante do delito.
Em razão disso, a pasta afirma que o assunto foi tratado durante recente reunião ordinária do Conselho de Segurança (Conseg) do Boa Vista.