Os agricultores de Suzano apontam que a alta nos preços dos insumos é o maior desafio para manter as plantações neste ano. A constante variação no valor dos combustíveis também prejudica a produção.
De acordo com o Sindicato Rural, a oscilação de temperatura não preocupa os produtores. Mas sim, a alta no preço do insumo e derivados. “A temperatura baixa não preocupa o produtor rural. E sim, o custo de produção”, disse o presidente do sindicato Ricardo Sato Suchiya.
O presidente do Sindicato de Suzano afirma que os agricultores ainda estão enfrentando o período pós-pandemia.
Os produtores sofrem com o preço elevado dos insumos, sementes, tributos, energia elétrica, combustíveis e derivados.
“O custo para a produção rural está elevado. Em alguns casos, a conta não fecha”.
O sindicato estima que a última frente fria intensa aconteça no final de agosto. Este ano não houve um período com a baixa temperatura prolongada. Os agricultores não tiveram perda de plantação por conta do descontrole da temperatura.
“Já conhecem o comportamento das plantações neste período. Sabem a necessidade do solo e da hidratação. Nas temperaturas baixas é preciso um equilíbrio nutricional. Uma complementação de aminoácidos (açúcar, melaço)”, afirma o presidente.
Agricultores
O produtor Alberto Lima Bispo disse que neste ano os agricultores não vão se preocupar com a geada. Mas a preocupação ainda é pelo preço dos insumos e derivados, que estão em queda mínima no preço. “Subiram em 100% o valor do adubo. Começou a ter uma queda. Mesmo assim, o gasto com os derivados, como combustível, continua alto”, disse.
Bispo explica que não repassa o valor das mercadorias e o lucro é mínimo. “O comprador tem prejuízo se repassar valor maior. Vira um ciclo. No país tem muitas pessoas desempregadas. O dinheiro está curto para todos”, comenta.
Para o agricultor Cleiton Pires, o impacto maior é na alta no preço dos combustíveis. “Gasto R$ 2,4 mil mensalmente de combustível. Esse valor é apenas para o uso dos equipamentos dentro da chácara. O que preocupa é o diesel, poderia ser mais barato”, conta.
Segurança
Segundo o sindicato, o custo de produção é o que mais preocupa os produtores. Seguido da falta de segurança no campo.
“Parte da produção é furtada da propriedade. Invade as áreas rurais para pegar “alguns pés”. O produtor está acostumado, mas chega a ponto de furtarem quantidades para comercialização. A reposição custa caro e não tem impedimento para que isso não venha a ocorrer”, explica.