quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Cidades

Agricultores apontam alta no preço do insumo e desafio para manter produção

“Temperatura baixa não preocupa o produtor rural, e sim o custo da produção”, afirma Sindicato Rural

28 agosto 2022 - 10h00 Por Guynever Maropo - de Suzano
Os agricultores de Suzano apontam que a alta nos preços dos insumos é o maior desafio para manter as plantações neste ano. A constante variação no valor dos combustíveis também prejudica a produção. 
 
De acordo com o Sindicato Rural, a oscilação de temperatura não preocupa os produtores. Mas sim, a alta no preço do insumo e derivados. “A temperatura baixa não preocupa o produtor rural. E sim, o custo de produção”, disse o presidente do sindicato Ricardo Sato Suchiya.
 
O presidente do Sindicato de Suzano afirma que os agricultores ainda estão enfrentando o período pós-pandemia. 
 
Os produtores sofrem com o preço elevado dos insumos, sementes, tributos, energia elétrica, combustíveis e derivados.
 
“O custo para a produção rural está elevado. Em alguns casos, a conta não fecha”. 
 
O sindicato estima que a última frente fria intensa aconteça no final de agosto. Este ano não houve um período com a baixa temperatura prolongada. Os agricultores não tiveram perda de plantação por conta do descontrole da temperatura. 
 
“Já conhecem o comportamento das plantações neste período. Sabem a necessidade do solo e da hidratação. Nas temperaturas baixas é preciso um equilíbrio nutricional. Uma complementação de aminoácidos (açúcar, melaço)”, afirma o presidente.
 
Agricultores
 
O produtor Alberto Lima Bispo disse que neste ano os agricultores não vão se preocupar com a geada. Mas a preocupação ainda é pelo preço dos insumos e derivados, que estão em queda mínima no preço. “Subiram em 100% o valor do adubo. Começou a ter uma queda. Mesmo assim, o gasto com os derivados, como combustível, continua alto”, disse.
 
Bispo explica que não repassa o valor das mercadorias e o lucro é mínimo. “O comprador tem prejuízo se repassar valor maior. Vira um ciclo. No país tem muitas pessoas desempregadas. O dinheiro está curto para todos”, comenta.
 
Para o agricultor Cleiton Pires, o impacto maior é na alta no preço dos combustíveis. “Gasto R$ 2,4 mil mensalmente de combustível. Esse valor é apenas para o uso dos equipamentos dentro da chácara. O que preocupa é o diesel, poderia ser mais barato”, conta.
 
Segurança
 
Segundo o sindicato, o custo de produção é o que mais preocupa os produtores. Seguido da falta de segurança no campo.
 
“Parte da produção é furtada da propriedade. Invade as áreas rurais para pegar “alguns pés”. O produtor está acostumado, mas chega a ponto de furtarem quantidades para comercialização. A reposição custa caro e não tem impedimento para que isso não venha a ocorrer”, explica.

Leia Também