Casos de intoxicação de animais em cidades do Brasil surgiram nas últimas semanas. A Polícia Civil de São Paulo registrou ocorrências de cães mortos depois de ingerirem petiscos com procedência duvidosa. Rodrigo Abbud Breviglieri, veterinário e sócio proprietário da clínica Mundo Animal, informou que esses produtos são comercializados na região.
As mortes foram registradas pela polícia como crimes contra relações de consumo, na Capital e nos municípios de Guarulhos, Santos e Bragança Paulista. Até o momento, não existem casos registrados no Alto Tietê.
A investigação foi centralizada na Delegacia de Investigações sobre Infrações Contra o Meio Ambiente (DICMA) de Guarulhos, município onde fica a sede de uma das empresas.
Segundo o veterinário, a substância encontrada nesses itens foi o etilenoglicol, que não deve ser utilizado em produtos alimentícios. “Ele é uma substância utilizada como anticongelante para radiadores de veículos e também pode ser utilizado em uma variedade de produtos domésticos, de limpeza e verniz”, explicou.
No momento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) contraindica a compra e a utilização de qualquer produto para animais que tenham propilenoglicol.
Orienta que “apesar de ser considerada normal e segura, tem suspeita de que o fornecedor dos produtos possa ter alterado para etilenoglicol. Até finalizar toda a investigação, estão recomendando não utilizar produtos com propileno”.
O sócio proprietário do Mundo Animal, destaca que somente o veterinário é capaz de investigar e tratar qualquer sintoma que o pet esteja apresentando.
Mas alerta para possíveis sintomas como vômito, apatia, urina ou sede excessiva, diarréia, salivação, convulsão e morte após consumo dos produtos. Os sinais clínicos em animais de pequeno porte costumam apresentar sintomas severos.
De acordo com a polícia, os responsáveis e funcionários da empresa prestarão depoimento à polícia, assim como os tutores dos cães. Os laudos periciais estão em elaboração.
Se o tutor suspeitar de uma possível intoxicação depois de consumir essas marcas, a polícia orienta que os donos dos animais apresentem o máximo de detalhes para auxiliar nas investigações como, por exemplo, disponibilizar o petisco ou a embalagem dele e o laudo clínico do cão.