Os municípios do Alto Tietê mantêm programas de combate à fome para famílias com alta vulnerabilidade social. Na região, Suzano, Mogi das Cruzes e Poá atendem, juntas, 31.580 mil famílias com alimentos. As demais cidades não informaram os números.
Segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan), divulgados na quarta-feira (14), três em cada dez famílias do Sudeste Brasileiro enfrentam insegurança alimentar. O dado faz parte 2º Inquérito Nacional Sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 (Vigisan).
Nesse contexto, Suzano atende 30 mil famílias em situação de vulnerabilidade social nos programas de combate à fome.
O município tem ativa as campanhas Suzano Contra a Fome e Alimentando Vidas. Faz parte do programa federal Alimenta Brasil e também do benefício eventual de acompanhamento e acesso ao auxílio alimentação para famílias cadastradas.
Os programas funcionam a partir das arrecadação e distribuição de alimentos desenvolvidas pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e pelo Fundo Social de Solidariedade.
O município também atua junto a 16 entidades sociais conveniadas com a entrega de cestas básicas e por meio do Banco de Alimentos. Também é desenvolvido o programa Alimenta Brasil, em que produtos cultivados por produtores locais são adquiridos para distribuição às famílias que mais precisam.
Mogi das Cruzes combate à insegurança alimentar, com o programa Quitanda Social e a Cozinha Comunitária. Atualmente 1.180 famílias vulneráveis são beneficiadas pelo Quitanda Social com kits de agricultura a cada 15 dias. Já a Cozinha Comunitária oferta 200 refeições diárias.
Atualmente, a distribuição de kits alimentares é feita pela da Secretaria Municipal de Assistência Social que identifica a demanda e a disponibilidade dos estoques.
A distribuição também acontece no Fundo Social, os alimentos recebidos são doados às instituições sociais, associações e lideranças de bairro cadastrados.
“A entrega final às pessoas, logo, fica sob a responsabilidade das entidades cadastradas junto ao órgão”.
Em 2021, projeto foi lançado para amenizar impactos da crise entre mais vulneráveis
Em 2021, a Prefeitura de Mogi lançou o projeto Mogi Contra Fome, para amenizar os impactos da crise entre a população mais vulnerável.
Neste período, foram distribuídas 60 mil cestas básicas até o final do ano passado. A iniciativa foi pontual para a situação pandêmica.
Poá fornece cesta básica a 400 famílias vulneráveis por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e Fundo Social de Solidariedade.
As cestas básicas são distribuídas por meio de atendimento técnico social nas quatro unidades de Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Além do fornecimento de cestas básicas, a Secretaria realiza o cadastramento das famílias no Cadúnico. Visando a inclusão destas em Programas de Transferência de Renda e demais auxílios junto ao Governo Estadual e Federal.
Poá desenvolve o Projeto de Lei de Benefício Eventual. Fará parte da política pública da cidade, que prevê auxílio sociais e o fornecimento das cestas básicas.
Ferraz de Vasconcelos não possui um programa específico de combate à fome. Mas fornece atendimentos às famílias em situação de vulnerabilidade social por meio do Fundo Social de Solidariedade e da Secretaria de Assistência Social.
Santa Isabel não possui um programa específico de combate à fome. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social - SMDS (CRAS - Centro e CRAS Jardim Eldorado) atende as famílias com cestas básicas conforme o decreto nº 6.500 de 30 de julho de 2021.
O Fundo Municipal de Solidariedade também atende os munícipes com fornecimento de Cesta Básica.
Até o fechamento da reportagem as prefeituras não forneceram os dados.
A Prefeitura de Itaquaquecetuba informa que mantém os equipamentos assistenciais à disposição da população em situação de vulnerabilidade social.
Em unidades do CRAS, a população recebe orientação sobre benefícios e programas que podem contemplar direta ou indiretamente questões alimentícias, além de serem ofertadas cestas básicas. No Centro POP e no Acampamento Solidário, pessoas em situação de rua recebem alimentação.
A Secretaria de Abastecimento e Segurança Alimentar realiza parcerias com empresas e agricultores para a entrega de alimentos diversos (verduras, legumes, leite) e o Fundo Social de Solidariedade doa cestas básicas, porém, sem dotação orçamentária, depende de ações beneficentes e parcerias para o custeio.