As câmaras municipais da região custaram R$ 119.917.035,50 em um ano. Os dados fornecidos pelo Legislativo ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) são de dez cidades do Alto Tietê, de maio de 2021 a abril de 2022.
As casas legislativas ainda contam com gastos per capita, ou seja, o valor pago por cada munícipe. Mogi das Cruzes, no período de referência, foi a cidade com o maior gasto, total de R$ 27.643.302,84, e o valor per capita de R$ 60,68.
Em Suzano, no período observado, foram R$ 26.035,257,34 e per capita de R$ 85,81. A terceira cidade foi Arujá com R$ 16.173.615,87 e valor por pessoa de R$ 174,94.
Olavo Arruda Câmara, advogado e especialista em política, explica que apesar de serem números impressionantes, os valores estão dentro da lei. “São gastos com salários, manutenção da Câmara Municipal, transporte, carro, energia, cafezinho e enfim, toda a manutenção”, diz.
Em Itaquaquecetuba, o gasto com a Casa Legislativa é de R$ 12.986.935,44, e R$ 34,26.
Enquanto que em Ferraz de Vasconcelos esse total é de R$ 12.538.191,03, por R$ 63,11 per capita. Poá apresenta R$ 11.715.928,62 investidos e gasto de R$ 98,27, per capita.
Fernando Ivo Antunes, cientista político e membro da Associação Brasileira de Ciência Política, comenta que diante do valor gasto, não é possível dimensionar se está alto ou baixo. “Algumas Casas Legislativas gastam mais, porém apresentam mais resultados e têm ações mais sólidas. Neste caso de gasto, creio que a análise deve ser qualitativa e não quantitativa”, explica.
Os municípios com valores mais baixos, são Santa Isabel com R$ 6.708.663,92 e R$ 114,62; Guararema com R$ 2.255.247,47 e R$74,03; Biritiba Mirim, no valor de R$ 2.377.193,11 e R$ 71,46; e por último Salesópolis com gastos de R$ 1.482,699,86, e R$ 85,39 per capita.
Para Ivo Antunes, a população tem o dever e o direito de saber os números. “Quando os gastos são abertos e auditáveis, com população e imprensa acompanhando, a chance de desvios diminuem", diz.