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Cidades

Cidades relatam dificuldades com falta de medicamentos na região

Em alguns casos, entregas de medicamentos têm atrasado, prejudicando a vida de quem precisa deles

20 outubro 2022 - 09h00 Por Daniel Marques - de Suzano
Ao menos seis cidades do Alto Tietê têm lutado para suprir a falta de remédios na rede municipal. Há escassez de medicamentos e, em alguns casos, as entregas têm atrasado, prejudicando a vida de quem precisa destes remédios.
 
Das dez cidades da região consultadas, seis responderam aos questionamentos do DS e as seis informaram que há dificuldades com pelo menos um medicamento. 
 
A situação é preocupante e exige cuidados. Por isso, há prefeituras que prometem uma regularização da situação, enquanto outras cobram o Governo do Estado pela falta de remédios.
 
Em Suzano, a Secretaria de Saúde da cidade informou que a Amicacina está em falta. Dois grandes fornecedores, inclusive, solicitaram a descontinuação temporária da fabricação por motivos comerciais em meados do ano passado.
 
"Outros (medicamentos) também de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde estão com suas entregas atrasadas, a exemplo dos adesivos de nicotina, sulfadiazina 500 mg e medicamentos para hepatites virais", informou a Prefeitura de Suzano, em nota.
 
A administração tem buscado alternativas para atender a demanda. Medicamentos como Budesonida spray nasal, Espironolactona 25 mg, Dipirona ampola e Solução fisiológica também estão em falta. Nestes casos, a produção foi interrompida, o medicamento foi descontinuado ou houve problemas com o fornecedor.
 
Mogi das Cruzes tem seis medicamentos em falta. Deles, a Aminofilina ampola e o Dimenidrinato ampola estão com falta de matéria-prima, sem prazo para resolução do problema. O Bromidrato de Fenoterol gotas foi descontinuado, e três medicamentos têm previsão de entrega para o mês de novembro ou início de dezembro: Butilbrometo de escopolamina + Dipirona ampola, Nitrofurantoína cp e Permetrina 5%.
 
O problema também afeta Itaquaquecetuba, que tem o antibiótico Amoxicilina 250mg/5ml em falta. Segundo a Prefeitura, o antibiótico está em processo de aquisição. A previsão é de que a situação seja normalizada nas próximas semanas.
 
Outras três cidades confirmaram que têm problemas com o fornecimento de medicamentos, mas não especificaram quais. São elas: Arujá, Santa Isabel e Poá.
 
De forma geral, essas cidades têm buscado suprir as necessidades com remédios similares e adquirindo os que estão em falta. A falta de insumos e a pandemia de Covid-19 foram alguns dos fatores apontados pelas prefeituras como causadores deste problema.
 
Responsabilidade é das prefeituras, diz Estado
 
A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que a responsabilidade pela falta de medicamentos na rede municipal de abastecimento é das prefeituras de Suzano, Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba (os municípios que especificaram os medicamentos que estão faltando).
 
Em nota, a pasta informou que os três municípios não estão contemplados no programa Dose Certa e que, desta forma, eles “recebem a contrapartida financeira do governo estadual para aquisição dos medicamentos e insumos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF)”.
 
Ainda de acordo com o documento, “a responsabilidade da aquisição (dos medicamentos) é do próprio município”.
 
Sobre a falta de insumos nas cidades de Santa Isabel, Arujá e Poá, a pasta de Saúde disse que não conseguiria determinar se esse problema procede ou não, nem a previsão de abastecimento, porque os municípios não especificaram os medicamentos que estão em falta.
 

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