O governo de São Paulo vai aumentar a tarifa do transporte de Metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para R$ 5,00 a partir de 1º de janeiro de 2024, de acordo com o informado por assessores do Palácio dos Bandeirantes. O reajuste afetará 164,5 mil passageiros por dia nas 12 estações de trens do Alto Tietê.
O preço da passagem estava congelado em R$ 4,40 desde 2020, o que significa um aumento de R$ 0,60. Com o reajuste, os passageiros terão de pagar, em média, R$ 26,40 a mais por mês no transporte sobre trilhos em dias úteis. O anúncio oficial ainda não foi feito, mas o poder estadual prometeu divulgar novas informações sobre a decisão.
Em São Paulo, o poder municipal, por sua vez, vai manter a tarifa dos ônibus sem alteração.
No final do mês passado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia sinalizado aumento no valor das tarifas de Metrô, trens da CPTM e trens metropolitanos privatizados.
“A tarifa está congelada há muito tempo e a gente tem que começar a fazer conta. Ou eu repasso alguma coisa pra tarifa ou a gente permanece com ela congelada e eu aumento o subsídio. Quanto mais tempo a tarifa ficar congelada, mais subsídio a gente vai ter”, defendeu ele no final de novembro.
No ano passado, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio haviam negociado o congelamento das tarifas de ônibus e metrô. Isso foi possível porque ambos os governos contam com reservas nos respectivos caixas financeiros.
Neste ano, a gestão Tarcísio enfrentou paralisações envolvendo os metroviários. A última delas, no dia 28 de novembro, contou com a participação de funcionários do Metrô, da CPTM, Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado), de professores da rede pública e de servidores da Fundação Casa. Os grevistas pediam a suspensão de projetos de privatização, como a da Sabesp, de linhas da CPTM e do Metrô.
O anúncio do aumento nos trens e metrô ocorre exatamente na mesma semana do anúncio da tarifa zero nos ônibus.