O episódio que ficou marcado como 8 de janeiro completou um ano nesta segunda-feira. O DS buscou especialistas da região para comentar sobre o atentado que marcou a nova república do Brasil.
O momento em questão trata-se de quando milhares de eleitores, vestidos com roupa da seleção brasileira, invadiram as sedes dos três poderes em Brasília: Congresso, Palácio da Alvorada e STF.
O episódio marcou e foi notícia no mundo.
A reivindicação era contra o resultado da eleição, que elegeu Lula contra Bolsonaro.
O DS conversou com dois especialistas, o sociólogo Afonso Pola e o cientista político Eduardo Caldas.
Os dois classificaram o momento como um dos piores de nossa história, mas descartaram um episódio parecido futuramente.
Para Eduardo Caldas a nossa sociedade (brasileira) sempre corre riscos. Isso porque, segundo disse, "vivemos em uma sociedade historicamente muito desigual e muito autoritária".
"Então, a manutenção de eleições livres e diretas e a ampliação da quantidade de grupos competitivos para disputar o poder precisam ficar sempre nos nossos horizontes como parâmetros mínimos de democracia", afirmou.
Para ele, os envolvidos foram devidamente punidos pelos atos realizados naquele dia.
Afonso Pola afirma que os envolvidos foram "orientados e financiados" para realizarem aquilo, mas que a democracia se fortaleceu.
"Tenho plena convicção de que não corremos mais esse tipo de risco. Muitos dos que participaram daquela aventura irresponsável e criminosa já estão sentindo na pele o peso da justiça".
Ele explicou ainda que o momento foi um ataque ao Estado de Direito, uma vez que as eleições de 2022 foram realizadas dentro das regras.
"O atentado terrorista demarca o auge da radicalização destes grupos de direita e extrema direita no país, cujos membros e lideranças vêm atacando sucessivamente às instituições democráticas desde 2015, instrumentalizando-se, em larga medida, da comunicação digital".
Nesta segunda-feira, em Brasília, foi realizado um evento especial para reforçar a defesa da democracia.